Um gesto e uma foto para a história

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A norte-americana Kathrine Switzer (5 de janeiro de 1947) foi a primeira mulher a correr a tradicional Maratona de Boston com um dorsal, em 1967. A imagem de um diretor de prova a tentar a afastar da corrida é uma das fotos ícones do desporto mundial. Segunda-feira realiza-se mais uma edição da Maratona mais antiga do mundo.

 

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Apesar de ser realizada desde 1897, apenas em 1967 uma mulher correu oficialmente a Maratona de Boston (antes já tinham participado, mas não com um dorsal). A honra, e a coragem, coube a Kathrine Switzer, que se inscreveu como K. Switzer para assim não ser apanhada pela organização.

A “tramóia” deu certo e, com o dorsal 261 (um número marcante na história do atletismo mundial), lá esteve a jovem de 20 anos na linha de partida da tradicional prova. Até então, julgava-se que as mulheres não eram capazes de correr a distância devido a fragilidade da sua condição física, não apropriada para uma competição tão desgastante como a Maratona.

MARATHONKathrine Switzer terminou a Maratona com o tempo de 4h20, mas a sua corrida ficou marcada devido a agressão de um dos diretores da prova, John “Jock” Semple, que tentou retirá-la da corrida, feito que não conseguiu devido ao seu namorado Tom Miller, o treinador Arnie Briggs e outros atletas.

Hoje, quando vemos uma mulher a correr uma Maratona, muito da sua presença deve-se a coragem de K. Switzer, ou melhor, Kathrine Switzer. O seu ato foi fundamental para a participação de mulheres em provas de fundo (oficialmente, apenas em 1972 as mulheres conseguiram correr a Maratona de Boston e só em 1984 a prova feminina foi incluída no calendário olímpico, em Los Angeles) e até hoje o seu nome é merecidamente recordado aquando da realização da Maratona de Boston, sempre na terceira segunda-feira do mês de abril, precisamente no “Patriots Day” em Massachusetts.

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Pedro Alves

Pedro Alves

O futebol sempre acompanhou a minha vida, assim como a natação e o voleibol. As tardes no Estádio do Maracanã, primeiro nas arquibancadas com o meu pai e depois com a “torcida” do Flamengo, são momentos que continuam a marcar as minhas recordações, principalmente a ver Zico a jogar. Em Portugal desde 1989, aos poucos o futebol e o voleibol perderam o seu espaço de prática, mas não de interesse (nesse aspeto o futebol é insubstituível, principalmente a seleção brasileira – como “doeu” os 1-7 da Alemanha… -, o Flamengo e o Barcelona). Se no Brasil a corrida era algo supérfluo, nos últimos anos acabou por ganhar a sua devida importância, primeiro como um hábito de saúde e bem-estar, depois como um desafio pessoal, concretamente terminar uma maratona, feito alcançado no Porto, em 2011. Com mais três no curriculum (duas em Lisboa e uma no Funchal), agora o objetivo é correr a primeira maratona internacional.

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