Tiago Romão, Ester Alves e Romeu Gouveia preparados para os Parques de Diversões do Mundo

A equipa de Trail Running da Salomon/Suunto Portugal ganhou mais um membro, Tiago Romão, de 28 anos, que foi recebido com brincadeiras pelos dois elementos da formação, a já “veterana” Ester Alves, com mais anos na equipa, e o jovem Romeu Gouveia. É com este trio que a marca francesa espera “brincar” nos “Parques de Diversões” espalhados por Portugal e pelo Mundo.

 

A Salomon considera o “outdoor” o seu Parque de Diversões. Fundada em 1947 no coração dos alpes franceses (berço do alpinismo moderno) por François Salomon e o seu filho George, desembarcou em Portugal há cerca de 15 anos, numa altura em que o Trail era uma palavra que não fazia parte do dicionário do desporto português. Hoje, a modalidade tem cerca de 200 mil praticantes e, só no ano passado, foram realizadas ao redor de 300 provas.

Em muitas dessas provas estiveram o agora trio da Salomon/Suunto Portugal. Na apresentação para a nova época, o foco esteve evidentemente em Tiago Romão, o mais recente membro da equipa. Ainda meio tímido com os focos das câmaras e com os microfones da imprensa, o Dr. Tiago Romão, médico de formação, confessou que está a sentir «um novo prazer em correr».

«É fantástico estar na Salomon/Suunto Portugal, poder conhecer e correr com este material. Há alguns dias fui correr com um novo impermeável e foi algo totalmente diferente, já que era um material altamente respirável e terminei completamente seco. São essas coisas que fazem a diferença, já que o material acaba por fazer com que você evolua na modalidade. Tenho sentido agora novas sensações e prazeres com a corrida.»

Romeu Gouveia e Ester Alves apadrinharam a chegada de Tiago Romão
Romeu Gouveia e Ester Alves apadrinharam a chegada de Tiago Romão

Uma opinião partilhada por Ester Alves, de 36 anos, a atleta com mais anos de casa.

«Para treinar com qualidade precisamos de ter bom material. Quando entrei para a Salomon/Suunto Portugal compreendi de imediato que iria evoluir na modalidade. Nas provas, termos a consciência e a confiança de que o material vai corresponder às nossas necessidades, é algo fundamental, retira um peso enorme das nossas costas.»

Tiago Romão defende que muitos atletas não deixam o corpo descansar

No entanto, o Dr. Tiago Romão, que, em apenas três meses na modalidade, conseguiu alcançar a qualificação para o Mundial de Itália do ano passado, aproveitou o encontro informal com a imprensa para salientar que o material não faz milagres. Há apenas dois anos corredor frequente no Trail, o novo membro da Salomon/Suunto já notou um dos problemas da modalidade.

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«Muitas pessoas fazem Ultras sem nenhuma preparação ou com uma preparação bastante insuficiente. E, por vezes, umas atrás de outras. O corpo precisa de regenerar, precisa que os músculos sejam trabalhados. Não podemos só correr, acumular quilómetros, é necessário um trabalho de proteção para as articulações. Aliás, este é um conselho também para a vida, para o nosso dia-a-dia. É fundamental fazer o reforço muscular do nosso corpo, é necessário ter algum cuidado, não se pode cair em exageros. A corrida não pode ser sofrimento, mas diversão. É preciso trabalhar a base.»

Palavras sábias do Dr. Tiago Romão totalmente partilhadas por Romeu Gouveia. Diversão! Esta também é, para o mais novo da equipa Salomon/Suunto Portugal, a palavra-chave de tudo, principalmente nas provas. Apesar de não costumar dormir nas vésperas das corridas devido a ansiedade, o jovem de Coimbra, de 20 anos, salienta que «as provas são o “day off” do plano de treinos. É chegar e desfrutar, aproveitar tudo o que a natureza oferece durante a corrida».

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Pedro Alves

Pedro Alves

O futebol sempre acompanhou a minha vida, assim como a natação e o voleibol. As tardes no Estádio do Maracanã, primeiro nas arquibancadas com o meu pai e depois com a “torcida” do Flamengo, são momentos que continuam a marcar as minhas recordações, principalmente a ver Zico a jogar. Em Portugal desde 1989, aos poucos o futebol e o voleibol perderam o seu espaço de prática, mas não de interesse (nesse aspeto o futebol é insubstituível, principalmente a seleção brasileira – como “doeu” os 1-7 da Alemanha… -, o Flamengo e o Barcelona). Se no Brasil a corrida era algo supérfluo, nos últimos anos acabou por ganhar a sua devida importância, primeiro como um hábito de saúde e bem-estar, depois como um desafio pessoal, concretamente terminar uma maratona, feito alcançado no Porto, em 2011. Com mais três no curriculum (duas em Lisboa e uma no Funchal), agora o objetivo é correr a primeira maratona internacional.

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