Rui Martins, da reconstrução do joelho com o osso da bacia para as 48 Horas non-stop

Representando a Federação Portuguesa de Atletismo, Rui Martins, de 32 anos, vai realizar em breve uma prova de 48 horas sem parar, no Reino Unido. No dia 4 de março há um almoço de angariação de fundos para ajudar o atleta português nesta aventura. O máximo que correu foi 16 horas seguidas, há dois anos, na Ultra Maratona de São Mamede.

 

Rui Martins vive o atletismo desde criança. Tudo começou no Odivelas Futebol Club, onde o seu sonho era ser atleta profissional «ou fazer parte da elite de atletas nacionais de longa distância». O sonho terminou de forma trágica, fruto de um problema grave de saúde: um tumor ósseo no joelho.

«Tive de fazer uma reconstrução do joelho com o osso da bacia», recorda Rui Martins, que admite que o seu sonho de se tornar um atleta de elite terminou de forma brusca. No entanto, o Atletismo não foi deixado de lado, ao contrário de todas as provisões.

«Passados dois anos voltei a competir como corredor no pelotão, onde me tenho superado em relação a tempos e distâncias.»

Rui Martins tem muitos quilómetros no joelho operado

Os números falam por si. No total, Rui Martins apresenta no seu curriculum cerca de 50 Meias-maratonas, 7 Maratonas de estrada, 8 Ultra-trails, 5 Ultras-maratonas e um Triatlo longo. Uma prova clara de que a lesão faz parte do seu passado. E no passado foi quando, em 2015, formou um clube na Associação Vale Grande de Odivelas, «onde estamos a ter muito sucesso. Sou atleta e diretor técnico da equipa.»

NÃO PERCA A SEGUNDA PARTE DA ENTREVISTA NA TERÇA-FEIRA 

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Pedro Alves

Pedro Alves

O futebol sempre acompanhou a minha vida, assim como a natação e o voleibol. As tardes no Estádio do Maracanã, primeiro nas arquibancadas com o meu pai e depois com a “torcida” do Flamengo, são momentos que continuam a marcar as minhas recordações, principalmente a ver Zico a jogar. Em Portugal desde 1989, aos poucos o futebol e o voleibol perderam o seu espaço de prática, mas não de interesse (nesse aspeto o futebol é insubstituível, principalmente a seleção brasileira – como “doeu” os 1-7 da Alemanha… -, o Flamengo e o Barcelona). Se no Brasil a corrida era algo supérfluo, nos últimos anos acabou por ganhar a sua devida importância, primeiro como um hábito de saúde e bem-estar, depois como um desafio pessoal, concretamente terminar uma maratona, feito alcançado no Porto, em 2011. Com mais três no curriculum (duas em Lisboa e uma no Funchal), agora o objetivo é correr a primeira maratona internacional.

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