Rui Martins admite que poderá quebrar por correr duas noites seguidas

Como correr duas noites seguidas sem dormir? Este é um dos desafios de Rui Martins, de 32 anos, que vai realizar em breve uma prova de 48 horas sem parar, no Reino Unido. Antes, já no dia 4 de março, no domingo, há um almoço de angariação de fundos para ajudar o atleta português nesta aventura.

 

«É verdade, um dos problemas vai ser correr durante a noite, embora o tempo passe mais rápido. Acredito que sentirei alguma queda enquanto estiver a correr a noite», admite Rui Martins, que adianta que esse aspeto do treino ainda não foi totalmente trabalhado, algo que está para breve, muito breve. «Vou começar a correr a noite para habituar o meu corpo. Temos treinos agendados em breve, onde vou fazer treinos só de noite.»

Para um desafio desta magnitude, Rui Martins conta, além do seu treinador, com outros profissionais que complementam toda a logística do projeto. Um deles é o nosso especialista Jorge Boim.

Rui Martins está confiante para o principal desafio da sua carreira
Rui Martins está confiante para o principal desafio da sua carreira

«Para mim, é um desafio mais físico do que mental. Todavia, e ao trabalhar na área do desporto, tenho amigos de diversas áreas que estão a ajudar a cumprir este sonho. Em relação a parte psicológica, sendo umas das minhas maiores vantagens, tenho o mental coach Jorge Boim, que disponibiliza grandes técnicas de controlo emocional. Na parte física tenho o especialista em nutrição Rui Afonso, da Mais Nutrição, e o especialista em meias de compressão Nuno Baixinho, da Runsox. São apoios fundamentais para um desafio deste tamanho.»

Impossível não faz parte do dicionário de Rui Martins

Um dos motivos de orgulho de Rui Martins no projeto correr 48 Horas contínuas é ter o apoio da Federação Portuguesa de Atletismo, é ter a possibilidade de representar Portugal oficialmente numa grande competição, como sempre sonhou na sua infância, antes do seu joelho trair as suas aspirações desportivas.

«É um marco na minha vida. Desde criança, quando comecei a correr, sonhava em representar Portugal. É uma grande responsabilidade, mas, ao mesmo tempo, um orgulho e uma motivação extra. Agradeço sinceramente a federação pelo apoio.»

E apoio é o que também podemos dar ao atleta português, que, no próximo domingo, espera arrecadar fundos monetários para amenizar as despesas desta verdadeira aventura, para grande parte dos atletas amadores situada no campo do impossível. Mas impossível nunca fez parte do dicionário particular de Rui Martins.

O simples ato de correr assim comprova…

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Pedro Alves

Pedro Alves

O futebol sempre acompanhou a minha vida, assim como a natação e o voleibol. As tardes no Estádio do Maracanã, primeiro nas arquibancadas com o meu pai e depois com a “torcida” do Flamengo, são momentos que continuam a marcar as minhas recordações, principalmente a ver Zico a jogar. Em Portugal desde 1989, aos poucos o futebol e o voleibol perderam o seu espaço de prática, mas não de interesse (nesse aspeto o futebol é insubstituível, principalmente a seleção brasileira – como “doeu” os 1-7 da Alemanha… -, o Flamengo e o Barcelona). Se no Brasil a corrida era algo supérfluo, nos últimos anos acabou por ganhar a sua devida importância, primeiro como um hábito de saúde e bem-estar, depois como um desafio pessoal, concretamente terminar uma maratona, feito alcançado no Porto, em 2011. Com mais três no curriculum (duas em Lisboa e uma no Funchal), agora o objetivo é correr a primeira maratona internacional.

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