Portugueses já são os terceiros mais rápidos na Maratona

Numa altura em que a corrida conquista todos os dias novos fãs entre os portugueses, um estudo do portal Run Repeat, em parceria com a IAAF, revela que os maratonistas amadores lusos são já os terceiros mais rápidos do Mundo, embora o tempo médio de hoje seja pior do que em 1986.

A conclusão do estudo, levado a cabo em colaboração com a Federação Internacional de Atletismo (IAFF), não abarca os atletas profissionais de elite, mas apenas os maratonistas amadores. Esta pesquisa foi obtida a partir de 96% de resultados de corridas realizadas nos Estados Unidos, 91% de provas disputadas na União Europeia, Canadá e Austrália e uma boa parte de resultados provenientes da Ásia, África e América do Sul (no total, em mais de 193 países).

Segundo o trabalho levado a cabo pelo Run Repeat, que abrange o período entre 1986 e 2018, ou seja, mais de 30 anos de evolução, Portugal está hoje entre os três países com melhores maratonistas amadores.

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O ranking divulgado no estudo intitulado “The State of Running 2019”, ou, em português, “O Estado da Corrida 2019”, coloca os maratonistas portugueses com um tempo médio de 3h59m31. À frente de Portugal, apenas os suíços, com 3h55m12, e, na liderança, os espanhóis, com o tempo de 3h53m59. O Brasil ocupa o 30.º lugar, com 4h27.

Os portugueses nas Maratonas têm alcançado bons tempos

Mas, se olharmos apenas as provas no masculino, Portugal assume a segunda posição, com 3h55, atrás da Espanha, com 3h49 (Brasil na 29ª posição, com 4h20). No feminino, o nosso país assume a sexta posição, com 4h22. Suíça ocupa o primeiro lugar, com 4h04 (Brasil está no 33.º lugar, com 4h45).

De referir no entanto que, nos últimos 10 anos, Portugal aumentou o seu tempo médio na Maratona em 10m47, enquanto o Brasil aumentou o seu tempo médio em 9m50. Neste curioso ranking da última década, o melhor país é a Ucrânia, que diminuiu o seu tempo médio em 28m28.

Portugueses em destaque também nos 10 km

Os corredores amadores portugueses têm vindo a registar igualmente ótimos resultados nos 10 quilómetros.

Mais uma vez, e de acordo com o estudo do portal Run Repeat, Portugal regista, neste momento, a terceira melhor marca na distância para amadores, com o tempo de 53m43. Melhor, só mesmo o Luxemburgo, com 53m06, e – mais uma vez – a Suíça, com 52m42.

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Nas restantes distâncias, destaque para a prestação dos ucranianos nos 5 quilómetros, com o tempo de 27m21, e dos russos na Meia-maratona, com 1h45m11.

Corredores já são mais de 9,1 milhões

Ainda quanto ao estudo “The State Running 2019”, importa referir que o mesmo contabilizou 107,9 milhões de resultados, obtidos na sequência de mais de 70 mil eventos desportivos, realizados entre 1986 e 2018. Números que fazem deste trabalho, avalizado pelo estatístico Jens Jakob Andersen e a matemática Ivanka Nikolova, o mais abrangente do género na história do Atletismo amador, que adianta que deverá existir mais de 9,1 milhões de corredores amadores.

Caem os tempos, sobe o número de mulheres

O estudo da Run Repeat revela ao mesmo tempo que nunca as marcas obtidas nas maratonas masculinas foram tão lentas, aumentado 40m14 face àquele que era o tempo médio em 1986: 3h52m35 contra 4h32m49. Um dos motivos para esse dado poderá ser a média de idade dos corredores, hoje 39,3 anos, contra 35,2 anos em 1986.

De salientar ainda que, pela primeira vez na história, existem mais mulheres do que homens a correr (em 2018, o sexo feminino representava 50,24% dos corredores).

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Há no entanto uma queda de participação nas corridas desde 2016, concretamente de 13%, com a Ásia a dominar o crescimento nas provas, especialmente na Tailândia, Vietname e Malásia.

Outro dado interessante que podemos retirar do estudo é o motivo pelos quais os corredores correm. Se antes o objetivo era o tempo, a marca, hoje o “público” está mais centrado no aspeto fisiológico e social da corrida, assim como na obtenção de uma melhor saúde.

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Pedro Alves

Pedro Alves

O futebol sempre acompanhou a minha vida, assim como a natação e o voleibol. As tardes no Estádio do Maracanã, primeiro nas arquibancadas com o meu pai e depois com a “torcida” do Flamengo, são momentos que continuam a marcar as minhas recordações, principalmente a ver Zico a jogar. Em Portugal desde 1989, aos poucos o futebol e o voleibol perderam o seu espaço de prática, mas não de interesse (nesse aspeto o futebol é insubstituível, principalmente a seleção brasileira – como “doeu” os 1-7 da Alemanha… -, o Flamengo e o Barcelona). Se no Brasil a corrida era algo supérfluo, nos últimos anos acabou por ganhar a sua devida importância, primeiro como um hábito de saúde e bem-estar, depois como um desafio pessoal, concretamente terminar uma maratona, feito alcançado no Porto, em 2011. Com mais três no curriculum (duas em Lisboa e uma no Funchal), agora o objetivo é correr a primeira maratona internacional.

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