O segredo do vencedor da Wings for Life World Run Portugal

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É verdade que a Wings for Life World Run tem apenas dois anos de existência, mas vencer a prova logo na primeira vez que a corremos não deixa de orgulhar qualquer um. Foi o que aconteceu com Daniel Vieira Pinheiro, que, este ano, no Porto, foi o último português a ser apanhado pelo carro meta, após 67,400 “loooooongos” quilómetros.

 

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Daniel Vieira Pinheiro soube da Wings for Life World Run através do seu treinador, José Regalo, «por acaso o diretor desportivo da corrida». Por isso, foi com naturalidade que esteve na linha da meta no Porto, juntamente com milhares de pessoas, oriundas dos mais variados pontos do país. E isso apesar das condições meteorológicas, nada propícias para a prática desportiva devido a forte chuva que assolou a região nortenha no último dia 3 de maio.

«A corrida teve uma adesão bastante significativa, o que não me surpreendeu. Cada vez mais a população está a aderir à prática de desportos, neste caso a corrida! Apesar do mau tempo, penso que todos os concorrentes estavam com o espírito de se superarem e divertirem, correndo e contribuindo para uma boa causa. É importante recordar e referir que o valor da inscrição destinou-se à fundação Wings for Life, que apoia a investigação científica de ponta para encontrar a cura para as lesões na espinal- medula.»

Sem falsas modéstias, Daniel Vieira Pinheiro reconhece que tinha como objetivo vencer a prova, ainda mais quando foi desafiado pelo seu treinador.

«A estratégia para a corrida passava por correr sempre perto dos 4m/km, o que me iria dar muito perto dos 67 km, que acabei por correr. Todavia, a parte inicial, sensivelmente até aos 30 kms, foi um pouco mais rápido do que o previsto, uma vez que houve um corredor que se destacou e não o conhecia. Uma vez “apanhado” esse atleta, procurei controlar e gerir a liderança o máximo de tempo possível até o carro meta me apanhar.»

Daniel Vieira Pinheiro admite que temeu as condições meteorológicas, que poderiam afetar o seu desempenho, mas ressalva também que as contrariedades climatéricas eram iguais para todos e que prejudicariam assim todos os envolvidos, «desde atletas até todo o staff da prova».

Sobre o segredo para o sucesso, uma frase simples que procura resumir o seu inequívoco êxito: «O essencial é saber gerir o esforço e saber as nossas capacidades.»

Recorde-se que a Wings for Life World Run se diferencia das outras provas devido a não ter uma meta, algo comum em qualquer corrida. Por isso, ser apanhado por um carro meta não deixa de ser uma experiência diferente, algo que deixa marcas na nossa memória, mesmo passadas cerca de duas semanas.

«Resumidamente, quando fui apanhado pelo carro meta, senti que tinha acabado de correr muitos quilómetros e que tinha superado o desafio com êxito! Mas essencialmente vieram ao de cima dois sentimentos: alívio, já que nunca tinha corrido tantos quilómetros – e a verdade é que não sabia como o meu corpo reagiria -, e alguma frustração, já que fiquei com a sensação de que poderia ter chegado aos 70 quilómetros.»

Por isso que Daniel Vieira Pinheiro considera a Wings for Life World Run uma prova «bastante original, diferente de todas as que tinha feito até então», muito devido a possibilidade de a prova proporcionar a todos a possibilidade de criarem um objetivo de correr um certo número de quilómetros, «sabendo que não há uma meta fixa».

«Penso que será uma corrida que irá evoluir de ano para ano em todos os aspetos, quer a nível competitivo como lúdico, pois é um conceito inovador e ajuda uma causa que tanto precisa de apoio. É desafiante, na partida, ninguém saber quantos quilómetros vai correr.»

Sobre a temporada, Daniel Vieira Pinheiro reconhece que «a época já vai longa» e que os seus principais objetivos já foram ultrapassados.

«Consegui vencer a Meia-maratona de Macau, alcancei o Top 5 no campeonato nacional de estrada, ajudei a minha equipa, a Maia Atlético Clube /Criobaby, a ir aos pódios dos campeonatos nacionais e venci a Meia-maratona de Viana do Castelo. Os meus próximos objetivos talvez passem por correr a Maratona com o intuito de alcançar uma marca razoável e tentar vencer de novo as corridas que venci até agora.»

Mas, na hora da despedida, Daniel Vieira Pinheiro recorda dois momentos marcantes durante a Wings for Life World Run, não devido a sua dificuldade, mas aos seus momentos caricatos.

«O primeiro foi por volta dos 6/7 kms, quando tive de parar para ir ao WC. O segundo foi durante um abastecimento, quando comi uma banana e quase vomitei, uma vez que não estava a conseguir engolir. Mas foi tudo ultrapassado da melhor maneira», garante.

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Pedro Alves

Pedro Alves

O futebol sempre acompanhou a minha vida, assim como a natação e o voleibol. As tardes no Estádio do Maracanã, primeiro nas arquibancadas com o meu pai e depois com a “torcida” do Flamengo, são momentos que continuam a marcar as minhas recordações, principalmente a ver Zico a jogar. Em Portugal desde 1989, aos poucos o futebol e o voleibol perderam o seu espaço de prática, mas não de interesse (nesse aspeto o futebol é insubstituível, principalmente a seleção brasileira – como “doeu” os 1-7 da Alemanha… -, o Flamengo e o Barcelona). Se no Brasil a corrida era algo supérfluo, nos últimos anos acabou por ganhar a sua devida importância, primeiro como um hábito de saúde e bem-estar, depois como um desafio pessoal, concretamente terminar uma maratona, feito alcançado no Porto, em 2011. Com mais três no curriculum (duas em Lisboa e uma no Funchal), agora o objetivo é correr a primeira maratona internacional.

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