Paul Robinson regista a milha mais rápida da Antártida

Recentemente, Paul Robinson correu a milha (1,609 km) mais rápida já registada na Antártida. O termómetro registava 20 graus negativos. Mas o problema, segundo o irlandês, não foi a temperatura…

 

Paul Robinson, de 26 anos, correu a milha mais rápida da Antártida, próximo do Polo Sul. Após três dias de adaptação às exigentes condições climatéricas, o tempo alcançado foi de 4m17s9. Apesar dos 20 graus negativos, o principal problema de Robinson foi a neve, bastante “fofa” e incapaz de dar a necessária estabilidade ao irlandês.

 

«Definitivamente, acredito que poderia ter alcançado um melhor tempo, mas precisava de uma superfície mais dura, que absorvesse a minha energia. Na neve, isso é muito difícil de conseguir. Em condições perfeitas, correr a milha em menos de 4m00 é um bom resultado, há poucos atletas que o conseguem numa pista. Eu sei a dificuldade que é correr em condições ideais, portanto sabia que aqui não existiriam grandes hipóteses de alcançar um bom tempo. Mas dei o meu melhor e estou orgulhoso por ter alcançado um tempo próximo dos quatro minutos, especialmente depois de estar quase a cair no meio da corrida», afirmou Robinson à The 42.

Robinson tem como objetivo a curto prazo a participação no Europeu de Pista Coberta, no próximo ano, em Birmingham. Há quatro anos, na mesma competição, alcançou a quarta posição nos 1500 metros.

Como curiosidade, refira-se que o irlandês deixou a Antártida no momento certo, já que, no dia seguinte, ocorreu uma tempestade de neve

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Pedro Alves

Pedro Alves

O futebol sempre acompanhou a minha vida, assim como a natação e o voleibol. As tardes no Estádio do Maracanã, primeiro nas arquibancadas com o meu pai e depois com a “torcida” do Flamengo, são momentos que continuam a marcar as minhas recordações, principalmente a ver Zico a jogar. Em Portugal desde 1989, aos poucos o futebol e o voleibol perderam o seu espaço de prática, mas não de interesse (nesse aspeto o futebol é insubstituível, principalmente a seleção brasileira – como “doeu” os 1-7 da Alemanha… -, o Flamengo e o Barcelona). Se no Brasil a corrida era algo supérfluo, nos últimos anos acabou por ganhar a sua devida importância, primeiro como um hábito de saúde e bem-estar, depois como um desafio pessoal, concretamente terminar uma maratona, feito alcançado no Porto, em 2011. Com mais três no curriculum (duas em Lisboa e uma no Funchal), agora o objetivo é correr a primeira maratona internacional.

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