Gebrselassie e a falta de maratonistas no seu país: «Os colégios estão muito mais próximos»

Haile Gebrselassie falou recentemente com o jornal espanhol Marca. Além de abordar a obsessão que assola o Mundo do Atletismo na atualidade, correr a Maratona em menos de 2h00, o etíope defendeu que o seu país está sem grandes nomes na distância devido, entre outros fatores, a proximidade dos colégios das aldeias, algo que não acontecia no seu tempo.
Gebrselassie disse ao jornal Marca que a falta de maratonistas do seu país não é algo surpreendente, garantindo que os mais jovens trabalham como ele, «mas os colégios estão muito mais próximos das aldeias do que estavam no meu tempo». No entanto, a lenda do Desporto mundial admite que, nos nossos dias, «passam-se muitas horas nas redes sociais».

«Se queres, há sempre tempo para treinar, faça sol, chuva ou vento. Não há desculpas», salientou.

Gebrselassie defendeu ainda que a genética é muito importante para um corredor campeão e que «o treino não é suficiente».

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Outra curiosidade da entrevista ao jornal Marca foi quando Gebrselassie explicou as razões pelos quais os atletas abdicam das provas de cinco e dez mil metros para correrem a Maratona.

«A razão principal é as provas de 5.000 e 10.000 metros estarem em descrédito e a nova geração preferir a Maratona, onde há mais dinheiro. Uma tendência seguida inclusive por atletas de menos de 20 anos. É um erro porque o único que consegues é uma lesão. A idade ideal para a Maratona é entre os 30 e 37 anos

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Pedro Alves

Pedro Alves

O futebol sempre acompanhou a minha vida, assim como a natação e o voleibol. As tardes no Estádio do Maracanã, primeiro nas arquibancadas com o meu pai e depois com a “torcida” do Flamengo, são momentos que continuam a marcar as minhas recordações, principalmente a ver Zico a jogar. Em Portugal desde 1989, aos poucos o futebol e o voleibol perderam o seu espaço de prática, mas não de interesse (nesse aspeto o futebol é insubstituível, principalmente a seleção brasileira – como “doeu” os 1-7 da Alemanha… -, o Flamengo e o Barcelona). Se no Brasil a corrida era algo supérfluo, nos últimos anos acabou por ganhar a sua devida importância, primeiro como um hábito de saúde e bem-estar, depois como um desafio pessoal, concretamente terminar uma maratona, feito alcançado no Porto, em 2011. Com mais três no curriculum (duas em Lisboa e uma no Funchal), agora o objetivo é correr a primeira maratona internacional.

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