Maratona de Sevilha: todas contra o recorde de Marisa Barros

 

Um dos atrativos da Maratona de Sevilha, no próximo domingo, será acompanhar a prova feminina, já que o objetivo das participantes da elite é superar o recorde da portuguesa Marisa Barros, alcançado em 2009 (e melhor registo de Espanha até o ano passado). Na prova, que supera mais uma vez o recorde de participações, com cerca de 14 mil atletas, deverão estar presentes cerca de 800 portugueses.

 

Partilhe pelos amigos e faça um LIKE na nossa página. Obrigado!

 

Anos após ano, desde 2009, que muitas atletas procuram superar o registo de Marisa Barros, concretamente de 2h26m03. No entanto, a verdade é que o recorde da portuguesa continua a ser o tempo a superar. Este ano, a prova, pela primeira vez Silver IAAF Label, a segunda distinção em importância entregue pela entidade que rege o Atletismo Mundial (para receber o ouro, por exemplo, um dos critérios é ter no grupo de elite cinco corredores masculinos e femininos de cinco países diferentes com marcas abaixo de 2h09 e 2h28, respetivamente), terá como um dos motivos de interesse o novo duelo entre a espanhola Paula González Berodia, vencedora do ano passado, e a marroquina Kaoutar Boulaid, segunda em 2016. Nota também para Tizita Terecha Dida, com três triunfos em Maratonas, em Guangzou (China), Mainz (Alemanha) e Nantes (França), mas também para Lemelem Berha Yachem, Worku Ayanu, Fasika Metaferiya, Lily Partridge e Salima Charki. A surpresa poderá ser a atleta local Elena Loyo, que faz a sua estreia na distância.

No masculino, o objetivo é superar o recorde do queniano Cosmas Kiplimo Lagat, obtido no ano passado, com 2h08m14. O principal favorito é Bernhanu Shiferaw, que apresenta como melhor tempo pessoal 2h04m48, mas também o compatriota queniano Nicholas Kipkemboi, com 2h06m33. Nota ainda para o etíope Tebalu Zawude Heyi (2h07m10), o queniano Nicson Kurgat (2h07m11), o italiano Stefano La Rosa (2h11m11) e os estreantes Kipkosgei Bowen, Tulu Wami e Jafred Kipchumba.

A Maratona de Sevilha confirma mais uma vez ser hoje uma das provas mais populares da Europa, estabelecendo um novo recorde de participação, com mais de 14 mil inscritos. Entre esses participantes estarão Luis Caballero, Elías Chavete, Antonio Gelo, Antonio González, Eduardo Silva e Julio Molina, totalistas na prova, ou seja, presentes nas 32 edições da Maratona de Sevilha, desde 1985. A organização ofereceu aos seis atletas dorsais vitalícios, num gesto de agradecimento pela confiança demonstrada pelos próprios.

Corredores recebem o dorsal vitalício da Maratona de Sevilha
Corredores recebem o dorsal vitalício da Maratona de Sevilha

 

Este ano estarão na prova cerca de três mil estrangeiros oriundos de 75 países, sendo cerca de 800 de Portugal, o que torna a Maratona de Sevilha, “Evento Cinco Estrelas” por parte da Associação Europeia de Atletismo, uma das provas estrangeiras preferidas do corredor nacional. Nota ainda para o crescimento de atletas do sexo feminino, cerca de 1600

Para demonstrar a importância da Maratona de Sevilha na atividade económica da capital da Andaluzia, refira-se que o evento, em 2016, rendeu 9,4 milhões de euros, com cada corredor a gastar, em média, 112 euros.

Gostaste do artigo? Faz Gosto ou Partilha com os teus amigos!
Pedro Alves

Pedro Alves

O futebol sempre acompanhou a minha vida, assim como a natação e o voleibol. As tardes no Estádio do Maracanã, primeiro nas arquibancadas com o meu pai e depois com a “torcida” do Flamengo, são momentos que continuam a marcar as minhas recordações, principalmente a ver Zico a jogar. Em Portugal desde 1989, aos poucos o futebol e o voleibol perderam o seu espaço de prática, mas não de interesse (nesse aspeto o futebol é insubstituível, principalmente a seleção brasileira – como “doeu” os 1-7 da Alemanha… -, o Flamengo e o Barcelona). Se no Brasil a corrida era algo supérfluo, nos últimos anos acabou por ganhar a sua devida importância, primeiro como um hábito de saúde e bem-estar, depois como um desafio pessoal, concretamente terminar uma maratona, feito alcançado no Porto, em 2011. Com mais três no curriculum (duas em Lisboa e uma no Funchal), agora o objetivo é correr a primeira maratona internacional.

Gostou? Partilhe pelos amigos