As primeiras impressões sobre o Liberty ISO da Saucony

Depois de, anteriormente, ter testado dois modelos distintos da marca norte-americana Saucony, concretamente o Kinvara 8 e o Ride 10, Ruben Costa testou um modelo da família ISO, o Liberty ISO. Aqui ficam as suas primeiras impressões…

 

Num primeiro olhar, este modelo Liberty ISO da Saucony tem uma combinação de cor extremamente discreta e sóbria, preto com pormenores a dourado, onde se inclui o símbolo da Saucony e o nome do modelo Liberty ISO na parte lateral da sapatilha. 

Reparei desde logo que esta sapatilha foi fabricada com uma entresola totalmente em EVERUN. Este amortecimento EVERUN, já anteriormente comprovado no modelo Ride 10 (embora existente em metade da entresola), irá certamente proporcionar um excelente amortecimento e uma impulsão constante pelo facto de ocupar a totalidade da entresola.

A sola é construída por uma superfície aborrachada em plástico. Os rasgos da sola estão alinhados, permitindo uma espécie de linha orientadora a cada passada.

A curiosa sola dos Liberty ISO da Saucony
A curiosa sola dos Liberty ISO da Saucony

Outro pormenor interessante é o sistema de ajuste da língua da sapatilha, o sistema de ajuste ISOFIT, constituída por uma série de reforços na zona do atacador onde o tecido envolve a totalidade de pé, certamente diferente de outros modelos e que por si só irá permitir que o pé se adapte naturalmente ao movimento da corrida, não aumentando o peso geral da sapatilha.

Leveza da Liberty ISO causou surpresa a Ruben Costa

Na parte interna da sapatilha encontra-se um pequeno reforço que indica que, embora seja um modelo neutro, pode ser utilizado por quem tenha passada com ligeira pronação, para assim ajudar a um suporte extra.

Outra primeira impressão foi a da leveza deste modelo Liberty ISO. É muito leve e flexível. Esta flexibilidade é notória na zona do calcanhar, uma vez que tem uma estrutura de apoio muito flexível para permitir algum apoio mas não em demasia. Em termos de peso, 275 gramas foi o que a minha balança mostrou, com um drop de 4mm. Muito bom!

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Em termos de sola, a primeira impressão é a de ser estreita na zona do calcanhar e mais larga na parte da frente do pé, indicado para corredores que tenham boa técnica de corrida e que saibam apoiar bem o pé na zona frontal e não tanto com o calcanhar.

Na parte superior, embora pareça que o têxtil é pouco respirável, nota-se que é composto por apenas um ligeiro tecido mas que parece ser resistente e respirável. A língua da sapatilha é fina, mas maleável e flexível, permitindo também uma boa respiração.

Vamos lá então testar as Liberty ISO à séria…

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Pedro Alves

Pedro Alves

O futebol sempre acompanhou a minha vida, assim como a natação e o voleibol. As tardes no Estádio do Maracanã, primeiro nas arquibancadas com o meu pai e depois com a “torcida” do Flamengo, são momentos que continuam a marcar as minhas recordações, principalmente a ver Zico a jogar. Em Portugal desde 1989, aos poucos o futebol e o voleibol perderam o seu espaço de prática, mas não de interesse (nesse aspeto o futebol é insubstituível, principalmente a seleção brasileira – como “doeu” os 1-7 da Alemanha… -, o Flamengo e o Barcelona). Se no Brasil a corrida era algo supérfluo, nos últimos anos acabou por ganhar a sua devida importância, primeiro como um hábito de saúde e bem-estar, depois como um desafio pessoal, concretamente terminar uma maratona, feito alcançado no Porto, em 2011. Com mais três no curriculum (duas em Lisboa e uma no Funchal), agora o objetivo é correr a primeira maratona internacional.

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