Campeão mundial Kim Collins diz adeus com 9s93 nos 100 metros aos 40 anos

Uma das referências da velocidade, Kim Collins, de São Cristóvão e Nevis, anunciou a sua reforma. Campeão mundial dos 100 metros em 2003, alcançou o seu melhor tempo no hectómetro aos… 40 anos.

 

Uma carreira próxima do sonho. Esta pode ser a frase para resumir o desempenho desportivo de Kim Collins, hoje com 42 anos. No total, 22 anos onde a velocidade foi a palavra-chave da sua vida. Só não alcançou o êxito total por não ter alcançado uma medalha olímpica, apesar de ter estado na maior competição do Desporto mundial em seis ocasiões, entre 1996 e 2016. No entanto, em Londres 2012, foi dispensado da delegação do seu país após ter abandonado a vila olímpica para passar a noite com a sua mulher, e também treinadora, num hotel.

«É assim que termina, termina com uma nota muito triste. Eu deveria ter a permissão para correr. Sou um homem adulto, estou quase a ser avô. Não estou em Londres para assistir os Jogos pela televisão. Vou para casa, vou ver os meus filhos, que não os vejo há algum tempo. (…) Precisava de paz e tranquilidade, precisava fugir da vila olímpica, concentrar-me, já que esta será provavelmente a minha última oportunidade para ganhar uma medalha. A medalha olímpica não é definitivamente para mim», lamentou Collins.

Nos Jogos Olímpicos, os melhores resultados do velocista foram os sextos lugares nos 100 metros (10s00), em Atenas 2004, e nos 200 metros (20s59), em Pequim 2008. Em Sidney 2000, foi sétimo colocado nos 100 metros (10s17).

O momento mais marcante de Collins ocorreu em 2003, quando conquistou a medalha de ouro no Mundial 2003, em Paris. Na final, foi o mais rápido com o tempo de 10s07, o primeiro atleta em 20 anos a vencer o hectómetro em Campeonatos do Mundo com um registo acima de 10 segundos. Atrás ficaram Darrel Brown, de Trinidad e Tobag, com 10s08, e Darren Campbell, da Grã-Bretanha, com 10s08.

 

 

Mas Collins ainda ganhou mais quatro medalhas em Mundiais, todas de bronze: nos 100 metros em Helsínquia 2005 (10s05) e Daegu 2011 (10s09), nos 200 metros em Edmonton 2001 (20s20) e nos 4×100 metros, novamente em Daegu 2011 (38s49). Ganhou ainda duas medalhas de prata nos 60 metros no Mundiais de Pista Coberta, em Birmingham 2003 (6s53) e Valência 2008 (6s54).

Um dos feitos de Collins foi ter alcançado o seu melhor tempo pessoal nos 100 metros quando tinha 40 anos, concretamente em 2016. Foi o primeiro homem a correr abaixo dos 10 segundos com uma idade acima dos 40 anos. Em Bottrop, na Alemanha, correu o hectómetro em 9s93.

 

 

As suas melhores marcas são as seguintes:

50 metros (Pista Coberta): 5s75 (2009)

55 metros (Pista Coberta): 6s24 (2001)

60 metros (Pista Coberta): 6s47 (2015)

100 metros: 9s93 (2016)

200 metros: 20s20 (2001)

 

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Pedro Alves

Pedro Alves

O futebol sempre acompanhou a minha vida, assim como a natação e o voleibol. As tardes no Estádio do Maracanã, primeiro nas arquibancadas com o meu pai e depois com a “torcida” do Flamengo, são momentos que continuam a marcar as minhas recordações, principalmente a ver Zico a jogar. Em Portugal desde 1989, aos poucos o futebol e o voleibol perderam o seu espaço de prática, mas não de interesse (nesse aspeto o futebol é insubstituível, principalmente a seleção brasileira – como “doeu” os 1-7 da Alemanha… -, o Flamengo e o Barcelona). Se no Brasil a corrida era algo supérfluo, nos últimos anos acabou por ganhar a sua devida importância, primeiro como um hábito de saúde e bem-estar, depois como um desafio pessoal, concretamente terminar uma maratona, feito alcançado no Porto, em 2011. Com mais três no curriculum (duas em Lisboa e uma no Funchal), agora o objetivo é correr a primeira maratona internacional.

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