Dos 15 km de Nijmegen, Cheptegei correu 5 km em 13m04

O fim-de-semana passado ficou marcado pela impressionante corrida de Joshua Cheptegei, que ficou a quatro segundos de ser o novo recordista do Mundo nos 15 km. Nos últimos 3 km, o atleta do Uganda correu em 7m52…

 

Ao analisarmos ao pormenor o ritmo de Cheptegei nos 15 km de Nimega, na Holanda, não conseguimos deixar de ficar impressionados com a sua perfomance. Por exemplo, se somarmos os seus 5 km mais rápidos ao longo da corrida, concretamente o primeiro, o 10.º, o 13.º, o 14.º e o 15.º, temos a impressionante marca de 13m04, sendo que os últimos dez e três quilómetros foram corridos em 27m18 e 7m52.

 

Os impressionantes parciais de Cheptegei
Os impressionantes parciais de Cheptegei

 

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Ao vermos o vídeo da parte final da corrida, não é possível ficar indiferente ao ritmo e velocidade de Cheptegei, que, no final, não escondeu a sua frustração por ter falhado o recorde do mundo. Por apenas quatro segundos…

 

O melhor registo mundial dos 15 km está na posse Leonord Komon desde 2010, quando correu precisamente em Nimega a distância em 41m13.

Cheptegei tem no seu curriculum um título mundial júnior nos 10 mil metros, em Eugene, 2014, e, no último Mundial de Atletismo, alcançou a medalha de prata nos 10 mil metros, em Londres. O atleta do Uganda (26m49s94) ficou atrás de Mo Farah (26m49s51), numa das melhores corridas da competição.

 

De salientar que Cheptegei, de 21 anos, venceu em Nijmegen pela terceira vez. A primeira, aos 19 anos, com o tempo de 42m39. Na edição seguinte, aos 20 anos, com o registo de 42m12.

 

 

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Pedro Alves

Pedro Alves

O futebol sempre acompanhou a minha vida, assim como a natação e o voleibol. As tardes no Estádio do Maracanã, primeiro nas arquibancadas com o meu pai e depois com a “torcida” do Flamengo, são momentos que continuam a marcar as minhas recordações, principalmente a ver Zico a jogar. Em Portugal desde 1989, aos poucos o futebol e o voleibol perderam o seu espaço de prática, mas não de interesse (nesse aspeto o futebol é insubstituível, principalmente a seleção brasileira – como “doeu” os 1-7 da Alemanha… -, o Flamengo e o Barcelona). Se no Brasil a corrida era algo supérfluo, nos últimos anos acabou por ganhar a sua devida importância, primeiro como um hábito de saúde e bem-estar, depois como um desafio pessoal, concretamente terminar uma maratona, feito alcançado no Porto, em 2011. Com mais três no curriculum (duas em Lisboa e uma no Funchal), agora o objetivo é correr a primeira maratona internacional.

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