Já corremos com o ASICS Gel Noosa FF

Referência no Mundo do Running, o modelo Gel Noosa dá um passo em frente e com algum risco, comprovando a coragem da ASICS de não se conformar com o êxito alcançado ao longo dos anos. Destinado para todo o tipo de distâncias, o agora designado FF é uma sapatilha onde dificilmente alguém ficará frustrado. Uma compra mais do que acertada e uma aposta ganha!

 

O que seria Gel Noosa Tri 12 é agora Gel Noosa FF. Esta simples alteração numérica por alfabética resume muito da coragem da ASICS em relação ao lançamento do novo modelo da família Gel Noosa, que apresenta uma renovação completa no conceito da sapatilha. Mas atenção: os milhares de admiradores deste marcante modelo, com um historial significativo no Mundo do Running, não precisam se desesperar, já que a essência do ténis foi mantida. Afinal, e apesar do risco, «em equipa que ganha, não se mexe».

O FF do ténis remete a tecnologia FlyteFoam, patenteada pela ASICS, um inovador sistema incorporado na entressola das sapatilhas (que favorece ainda mais o amortecimento), absolutamente fundamental para a sua leveza, o sinal mais marcante deste novo modelo, inclusive mais do que o design, com um desenho mais limpo, com linhas mais sensíveis e cores fortes (o que poderá não agradar a todos…).

Devido ao duplo “F”, a resposta ao impacto no chão não se sente como é habitual, ao mesmo tempo que o pé é “impulsionado” para uma nova passada, numa reatividade que sentimos a cada passada.

A verdade é que o Gel Noosa FF “convida” o corredor a desafiar a estrada, mas principalmente a velocidade. A leveza, aliada ao conforto, faz com que tenhamos ânsias de ir correr. É impossível não ficar surpreendido com a sua “performance”, ainda mais quando não estamos habituados a correr com sapatilhas com estas particulares caraterísticas, como é o meu caso.

O binómio peso-rapidez é algo marcante, embora o modelo não ignore jamais a comodidade, uma das caraterísticas do historial da marca nipónica. As sapatilhas são bastante maleáveis e deste modo proporcionam um conforto e um ajuste ao pé bastante significativo, fazendo que o corredor “sinta” a sua passada.

Estamos portanto diante de um modelo onde a robustez não é o ponto forte. Quem gosta de correr com sapatilhas “duras”/“pesadas”, definitivamente o “FF” não é a escolha mais apropriada, há outras no mercado. Mas quem aprecia liberdade de movimentos, uma estrutura leve e resposta quase imediata, o Gel Noosa FF é uma prova da grandeza da ASICS em relação ao calçado na corrida.

Outra novidade é não apresentar costuras (adeus fricções e bolhas…), algo que merece os aplausos de todos os corredores. Apesar dessa inovação, a “transpiração” do ténis não fica afetada, algo que preocupa todos os atletas, principalmente na época de Primavera/ Verão.

 

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Confesso que temi o pior nos momentos iniciais devido a leveza das sapatilhas, já que voltava a correr após um período de meses parado devido a uma lesão no joelho. Mas o receio evaporou-se logo nos primeiros 1000 metros, já que a tecnologia FlyteFoam assegura um excelente movimento responsivo, essencial para ganharmos a confiança após um longo período de pausa involuntária.

Nota final para a aderência e a estabilidade, dois fatores importantes para ganhar confiança após algum tempo parado. Apesar de não terem sido testadas em terreno mais húmido, a impressão é que a estabilidade fica assegurada mesmo em terrenos húmidos ou molhados, fruto da nova sola presente no Gel Noosa FF.

A coragem da ASICS prova que, por vezes, não há que temer o mercado…

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Pedro Alves

Pedro Alves

O futebol sempre acompanhou a minha vida, assim como a natação e o voleibol. As tardes no Estádio do Maracanã, primeiro nas arquibancadas com o meu pai e depois com a “torcida” do Flamengo, são momentos que continuam a marcar as minhas recordações, principalmente a ver Zico a jogar. Em Portugal desde 1989, aos poucos o futebol e o voleibol perderam o seu espaço de prática, mas não de interesse (nesse aspeto o futebol é insubstituível, principalmente a seleção brasileira – como “doeu” os 1-7 da Alemanha… -, o Flamengo e o Barcelona). Se no Brasil a corrida era algo supérfluo, nos últimos anos acabou por ganhar a sua devida importância, primeiro como um hábito de saúde e bem-estar, depois como um desafio pessoal, concretamente terminar uma maratona, feito alcançado no Porto, em 2011. Com mais três no curriculum (duas em Lisboa e uma no Funchal), agora o objetivo é correr a primeira maratona internacional.

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