Correr na Marginal com os novos Fresh Foam Vongo v2

Desafiados pela New Balance, fomos correr a recente Corrida do Tejo com os Fresh Foam Vongo v2, a evolução de umas sapatilhas que causaram há um ano alguma surpresa no competitivo mercado da Corrida (receberam inúmeros elogios das revistas especializadas do meio). Seja pelas sapatilhas ou não, a verdade é que corremos mais rápido do que estávamos à espera…

 

O objetivo na Corrida do Tejo era correr os 10 km próximo dos 50 minutos, mas para baixo. Após três semanas inativo devido às férias, não se podia exigir mais do corpo, ainda mais quando a preparação visou muito mais o reinício de temporada do que a prova em si. Aliás, se não fosse os Fresh Foam Vongo v2, dificilmente começaria a época desportiva a correr pela Marginal…

 

O carro do tempo da Corrida do Tejo pronto para a partida
O carro do tempo da Corrida do Tejo pronto para a partida

 

O primeiro dado a assinalar do novo modelo da New Balance, patrocinadora do evento, é a segurança que sentimos a correr. Confesso que, no primeiro momento, olhei desconfiado para as sapatilhas, pois a sua flexibilidade é praticamente nula e aprecio ténis maleáveis. No entanto, com eles calçados, sentimos de imediato a sua envolvência, uma envolvência que transmite a necessária segurança para a corrida. As Fresh Foam Vongo v2 são assim umas sapatilhas confortáveis e ideais para “rolar”, fruto do conforto e seguridade que transmite.

Foi com esse sentimento de confiança que comecei a minha Corrida do Tejo. A estratégia para a prova era acompanhar ao máximo a lebre dos 45 minutos. Por estar mais à frente do que eu, nos primeiros 1000 metros fui obrigado a dar um sprint para apanhar “a bandeirinha” da lebre, algo que não estava no meu plano inicial. Neste momento, as sapatilhas responderam como esperava, amortecendo do melhor modo o impacto imprevisto e mais forte. Aliás, outro ponto positivo deste modelo é o seu amortecimento, principalmente na parte dianteira, algo por vezes menosprezado pelas marcas, que acentuam a sua tecnologia na zona do tornozelo.

 

 

Após o “semi-sprint”, procurei encontrar o ritmo da lebre, 4m30, embora afastado uns 80 metros, já que não consegui correr ao seu lado, como desejava. Como gosto de subidas, aproveitei para encurtar a diferença. Oportunidade para elogiar outra caraterística deste modelo, a sua sola, ideal para correr em asfalto e que permite uma flexão e torsão mais suaves da passada, fruto da sua meia-sola (4mm de drop) e a tecnologia Fresh Foam. Ao apresentar uma sola com dupla densidade, temos umas sapatilhas mais brandas nas zonas de maior pressão e mais durável nas zonas de maior desgaste, o que garante desde já a durabilidade deste modelo. A verdade é que as Vongo v2 responde aos nossos ímpetos, sejam eles mais rápidos ou mais lentos, revelando uma dinâmica bastante interessante em sapatilhas de corrida.

Fresh Foam Vongo v2 apresenta caraterísticas ideais para correr

No abastecimento, por volta dos 4 km, a primeira “queda” mental. A “bandeirinha” começou a fugir cada vez mais e as pernas começaram a pedir que abrandasse. Nem na metade da prova estava. Agradecia as palavras de apoio dos escuteiros, mas o ritmo estava cada vez mais lento. Mas, ao olhar a lebre cada vez mais longe, “agarrei-me” a um atleta que momentos antes tinha passado por mim e me colei ao seu ritmo. Aos poucos, a vontade de correr regressou e a “bandeirinha” dos Sub-45 ficou novamente a uma distância controlada. Como acontece com as Fresh Foam Vongo v2, é essencial estarmos confortáveis com o nosso ritmo, pois só assim conseguiremos manter o mesmo por mais e mais quilómetros. As sapatilhas garantem, devido as suas formas geométricas da meia-sola, um maior dinamismo e, ao mesmo tempo, um suporte uniforme durante toda a transição da nossa passada, que reencontrou o ritmo desejado dos 4m30.

Falta um quilómetro...
Falta um quilómetro…

A partir dos 8 km comecei a sentir um pouco de calor nos pés, talvez o único ponto negativo do modelo da New Balance, que, do nosso ponto de vista, não apresenta uma transpiração interna de acordo com a grandeza das suas qualidades, que são enormes. O upper é bastante gratificante e incomparavelmente superior ao anterior modelo (protege muito mais os pés e é bastante mais “aconchegado”), mas, ao “fechar” o nosso pé como se de uma bota se tratasse, acaba por descurar a circulação de ar, algo que não é determinante numa escolha final, mas que pode trazer algum incómodo em treinos longos com algum calor.

Mas as sapatilhas corresponderam plenamente ao solicitado e finalmente vimos a marcação dos 9 quilómetros. Ao contrário do esperado, ver a meta ao lado não causou desânimo, pelo contrário. Tal não aconteceu por vermos poucos metros à frente a lebre dos Sub-45 (nunca estivemos tão próximos…). Como tal, os primeiros 400 metros do último quilómetro tiveram como objetivo apanhar a tal “bandeirinha”. No entanto, na rotunda, o esfoço, do “sprint” final e da prova em si, acabou por ditar leis. A lebre, já do outro lado da rotunda, pedia aos corredores que a tinham acompanhado que não desistissem, que continuassem: «Vamos lá, um último esforço!». Uma solicitação que acabei por não conseguir. Ao fazer à volta, o ritmo abrandou consideravelmente e jamais voltou a ser dos primeiros 400 metros do último quilómetro. A mente pedia para correr mais rápido, mas o corpo não conseguia mais.

Tempo final: 45m28.

Um tempo que, 10 km atrás, jamais esperei alcançar. A pergunta é só uma: foram os Fresh Foam Vongo v2?

 

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Pedro Alves

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