De quem é a culpa de ficarmos gordos?

Será que a culpa de sermos gordos é da genética que herdamos quando nascemos? Bem, vamos ver o que podemos dizer que é hereditário e o que podemos contribuir com o estilo de vida!

 

A genética é sempre uma boa desculpa para nos deitarmos no sofá a comer que nem uma “lontra” e esquecer os “pneus” que já temos. Basta deitarmos as culpas para os progenitores que nos passaram os “genes da gordura”…

No entanto, nem tudo se deve à herança genética. Apesar de uma grande parte da sua composição corporal ser hereditária, a nossa percentagem de gordura corporal depende mais do nosso estilo de vida do que dos genes.

É verdade que há famílias que tendem a acumular mais gordura, enquanto outras são magras por natureza. Também há síndromas genéticos recessivos que provocam a obesidade, mas são muito pouco frequentes. As investigações analisam o efeito de algumas enzimas envolvidas no metabolismo da gordura, como a leptina ou a LPL (lipoproteína lipasa), de modo a obter-se novos medicamentos que acabem com a obesidade.

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A chave parece estar na adolescência e por isso é que é muito importante evitar a obesidade nos jovens. Após os 16 anos,  o número de células de gordura ou adipócitos nos tecidos mantém fixo e essa quantidade permanece para o resto da vida, podendo até aumentar. Ao engordarmos, estas células vão inchando com gordura e aumentam de tamanho, provocando então os “pneus”. Ao emagrecermos, elas desincham à medida que a gordura vai sendo “queimada” e perdemos centímetros; mas, infelizmente, estas células não desaparecem com a dieta ou com o exercício.

É possível alterar a nossa composição corporal?

Felizmente, é possível alterar a nossa composição corporal. Para aumentar ou diminuir a percentagem de gordura corporal, é necessário criar um equilíbrio correto entre as calorias que consumimos e as que gastamos (ou “queimamos”).

O modo mais eficaz para consegui-lo é o seguinte:

  • Diminuir o consumo de gordura na dieta. Não há gordura apenas nos chouriços e no queijo fundido. Ela está presente de um modo oculto nos alimentos processados. Faz a revisão da lista de alimentos que deve eliminar ou pelo menos controlar na sua alimentação diária.
  • Uma hora de exercício aeróbio, 4 a 6 vezes por semana, é a forma mais eficaz de diminuir a percentagem de gordura corporal. A corrida, o ciclismo, o remo, a natação, o cycle, todas as modalidades aeróbias praticadas durante mais de 40 ou 60 minutos ajudam a eliminar a gordura excessiva de um modo lento mas eficaz. Após o terceiro mês o teu corpo terá mudado. E sem o efeito ioiô! Não voltarás a recuperar a gordura desde que mantenhas o nível de atividade física.
  • Não te esqueças de combiná-lo com meia hora, três vezes por semana, de treino de força. É necessário criar massa muscular para aumentar o seu metabolismo basal e “queimar” mais calorias e gordura cada dia. Se não és uma pessoa ativa, pode começar com 15 minutos de exercício por dia e ir aumentando a intensidade gradualmente até chegar a uma hora diária.
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Pedro Alves

Pedro Alves

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