Brasileira Fah conhecerá o Santuário de Fátima antes da corrida de cadeira de rodas

Uma das estrelas da CTT Wheelchair Racing, prova integrada na EDP Meia-maratona de Lisboa, no dia 19 de março, a brasileira Maria de Fátima Fonseca, atleta paraolímpica brasileira de 28 anos conhecida como Fah, vai realizar um dos seus sonhos: conhecer o Santuário de Fátima.

 

Através de um comunicado, o Maratona Clube de Portugal revelou que vai levar na quinta-feira Maria de Fátima Fonseca ao Santuário de Fátima, “diagnosticada à nascença com uma mielomeningocele, uma má-formação congénita que afeta a espinha dorsal, deixando-a definitivamente sem o movimento das pernas”, revela um comunicado.

Fah, como é conhecida, é bicampeã da Meia-maratona do Rio de Janeiro, campeã da Maratona de São Paulo e detentora de 21 recordes, Nos Jogos Paralímpicos do Rio de Janeiro, no ano passado, a brasileira participou na Maratona, nos 1500 metros e nos 5000 metros.

«A minha vida foi difícil desde que nasci mas, com a ajuda da minha família, amigos e Nossa Senhora de Fátima, consegui superar todos os obstáculos e hoje em dia sou uma atleta bem-sucedida e uma pessoa feliz. Quero ir ao santuário agradecer», afirmou a brasileira. «Com três dias fiz uma cirurgia na coluna e fiquei em observação. Depois de passarem algumas horas, os médicos saberiam se eu teria que usar válvula no crânio ou não. Minha mãe, então, se entregou à Nossa Senhora de Fátima e disse que, se não fosse preciso usar a válvula, eu ia-me chamar Fátima. O meu corpo foi-se formando e, como minha deficiência vem da coluna, ela não aguentou por muito tempo. Foi logo quando eu estava entrando na adolescência. A minha adolescência foi a pior possível porque eu parei de andar, só ia da casa para o colégio e do colégio para casa e não tinha nem cadeira de rodas.»

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Mas tudo acabou por entrar nos eixos e a brasileira, depois de praticar basquetebol, conheceu o atletismo aos 18 anos, conhecendo posteriormente o seu treinador, Eduardo Leonel.

O desejo de Fah vai ser concretizado pelo Maratona Clube de Portugal, revelou o responsável pela organização da prova em cadeira de rodas, João Correia. Tudo acontecerá na quinta-feira.

«Revejo-me plenamente na história de superação da Fah e terei todo o gosto em acompanhá-la na visita que sei que tão importante é para ela.»

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Pedro Alves

Pedro Alves

O futebol sempre acompanhou a minha vida, assim como a natação e o voleibol. As tardes no Estádio do Maracanã, primeiro nas arquibancadas com o meu pai e depois com a “torcida” do Flamengo, são momentos que continuam a marcar as minhas recordações, principalmente a ver Zico a jogar. Em Portugal desde 1989, aos poucos o futebol e o voleibol perderam o seu espaço de prática, mas não de interesse (nesse aspeto o futebol é insubstituível, principalmente a seleção brasileira – como “doeu” os 1-7 da Alemanha… -, o Flamengo e o Barcelona). Se no Brasil a corrida era algo supérfluo, nos últimos anos acabou por ganhar a sua devida importância, primeiro como um hábito de saúde e bem-estar, depois como um desafio pessoal, concretamente terminar uma maratona, feito alcançado no Porto, em 2011. Com mais três no curriculum (duas em Lisboa e uma no Funchal), agora o objetivo é correr a primeira maratona internacional.

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