Estratégias para utilizar na partida e nos quilómetros iniciais

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Na corrida, um dos segredos para alcançarmos o nosso objetivo é a partida e os quilómetros iniciais. Devemos ficar logo no início ou no meio dos participantes? Até que ponto é benéfico começarmos mais rápido, para evitar ao máximo a confusão do pelotão? Apresentamos três estratégias que deve ter em conta no momento do tiro da partida.

 

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Segundo os especialistas, há duas estratégias essenciais a seguir por um corredor aquando de uma prova: obtermos o ritmo desejado e procurar alcançar um melhor tempo na segunda metade da corrida.

Por isso, os primeiros quilómetros são muito importantes na estratégia de uma corrida, pois é onde devemos encontrar o nosso ritmo para, na segunda metade da prova, podermos aumentar a nossa cadência, mas sempre de acordo com as nossas possibilidades.

Deste modo, é fundamental conhecermos o nosso corpo, as nossas potencialidades, No entanto, há algumas estratégias que facilitam a obtenção dos nossos resultados.

  • É um dos conselhos mais repetitivos de sempre, mas é frequentemente ignorado pela maioria dos corredores: jamais esqueça o aquecimento. Portanto, não deve chegar muito próximo da hora da partida. O ideal é estar no local cerca de 30 minutos antes, o que proporcionará um aquecimento sem stress, que deve contemplar todos os músculos do corpo, mesmo aqueles que muitos ignoram, como os do pescoço, por exemplo. Ao chegarmos mais cedo, acabamos por diminuir a ansiedade, ao mesmo tempo que acabamos por “sentir” mais a prova
  • Evite sair à frente da corrida, a não ser que o desejo seja vencer a prova ou figurar no Top 10. A razão é muito simples: devido aos restantes corredores, teremos de imprimir um ritmo forte que muito provavelmente não se enquadra com o que estamos habituados. Outro erro que poderá acontecer é pensar que conseguimos acompanhar os primeiros atletas da prova e acabamos por não termos pernas para a parte final…
  • Algumas corridas têm lebres que marcam o ritmo para um determinado tempo. Na partida, o ideal é estarmos ao seu lado, de acordo com as nossas potencialidades e objetivos. No entanto, um dos erros mais comuns é os corredores correrem “às cegas”, com a única preocupação de não perderem a lebre de vista. No entanto, é imprescindível controlar o nosso próprio ritmo, já que a lebre poderá utilizar uma estratégia que não se enquadra com a nossa performance. Por exemplo: poderá correr a primeira parte mais rápido do que estamos habituados, reduzindo o ritmo na segunda metade. Essa “parte” mais rápida poderá colocar em causa toda a nossa preparação
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Pedro Alves

Pedro Alves

O futebol sempre acompanhou a minha vida, assim como a natação e o voleibol. As tardes no Estádio do Maracanã, primeiro nas arquibancadas com o meu pai e depois com a “torcida” do Flamengo, são momentos que continuam a marcar as minhas recordações, principalmente a ver Zico a jogar. Em Portugal desde 1989, aos poucos o futebol e o voleibol perderam o seu espaço de prática, mas não de interesse (nesse aspeto o futebol é insubstituível, principalmente a seleção brasileira – como “doeu” os 1-7 da Alemanha… -, o Flamengo e o Barcelona). Se no Brasil a corrida era algo supérfluo, nos últimos anos acabou por ganhar a sua devida importância, primeiro como um hábito de saúde e bem-estar, depois como um desafio pessoal, concretamente terminar uma maratona, feito alcançado no Porto, em 2011. Com mais três no curriculum (duas em Lisboa e uma no Funchal), agora o objetivo é correr a primeira maratona internacional.

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