Ester Alves, Tiago Romão e Romeu Gouveia encontram a liberdade nos trilhos

Ester Alves, Tiago Romão e Romeu Gouveia partilham um sentimento comum aquando dos treinos e provas de Trail, o sentimento de liberdade que vivem nos trilhos e que não encontram na cidade. No entanto, e como acontece na urbe, uma liberdade que, por vezes, acarreta alguns medos…

 

A comunhão com a natureza é vivida pelos três atletas da Salomon/Suunto. O trio não esconde que o Trail é, acima de tudo, uma viagem interior para cada um, uma viagem que fazem questão de partilhar com a Mãe Natureza. É nela que sentem a liberdade que, muitas vezes, não encontram no dia-a-dia. É entre e nos trilhos que vivem o seu “Eu” autêntico, muitas vezes procurado e por vezes pouco encontrado nas cidades.

«O Trail é muito um sentimento de liberdade, somos livres nos trilhos», defende Romeu Gouveia, que refere ainda que conheceu alguma parte do Mundo devido ao Trail, modalidade que lhe deu a oportunidade de conhecer alguns dos seus ídolos, como aconteceu recentemente aquando esteve na Academia da Salomon, na Áustria, partilhando experiências com muitos dos principais nomes do Desporto.

Desporto que também tem as suas particularidades, os seus perigos. Ester Alves recordou na conferência de imprensa alguns momentos complicados que viveu na sua carreira, como aconteceu em 2016, no emblemático Ultra Trail Mont Blanc, quando ela e vários atletas temeram o pior devido a uma tempestade, que provocou condições agrestes para a vida humana. «Estivemos num abrigo, todos parados, a 2500 metros de altitude…»

As brincadeiras são constantes para Tiago Romão, Romeu Gouveia e Ester Alves
As brincadeiras são constantes para Tiago Romão, Romeu Gouveia e Ester Alves

Este ano, a portuguesa terá um dos desafios da sua vida, a ascensão ao cume do Shishapangma, no Tibete, a 14.ª montanha mais alta do Mundo, com os seus impressionantes 8027 metros, um desafio agendado para o segundo semestre de 2018, mas que poderá ser adiado para 2019.

«Vamos fazer a aclimatação no Nepal, com uma travessia de 100 km, com ascensões de 4000 metros num dia, com 6000 metros no outro, por exemplo. Só depois voaremos para o Tibete.»

Tiago Romão e Ester Alves defendem as cores de Portugal no Campeonato do Mundo de Trail Penyaglosa

Mas antes, o “trio maravilha” da Salomon/Suunto Portugal tem outros objetivos. Por exemplo, Ester Alves e Tiago Romão estarão no Campeonato do Mundo de Trail Penyaglosa, em Espanha, a 12 de maio, enquanto Romeu Gouveia vai procurar alcançar a qualificação para o Campeonato do Mundo Skyrunning Juniores (28-30 julho, em Itália) e o Campeonato do Mundo de Skyrunning Seniores (13-16 setembro, na Escócia).

«Representar Portugal é o reconhecimento do nosso trabalho e um orgulho para nós», afirmou Tiago Romão, uma opinião coadjuvada pelos outros dois restantes membros. Outra ideia comum ao trio foi a falta de uma política educativa na Educação Física e no Desporto Escolar, o que acarreta a falta de cultura desportiva que assola o país, quase centrada apenas e só no futebol.

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«Há bases que devem ser passadas e apreendidas na escola», defendeu novamente Tiago Romão, que, com o decorrer da conferência, ficou mais à vontade com a imprensa, já que foi notório que o seu relacionamento com os novos companheiros estava mais do que consolidado, não fosse o trio uma das referências do nosso país, onde a partilha de experiências e conhecimentos são comuns ao longo da temporada, assim como a presença nas mesmas provas.

Agora, cabe aos três (re)descobrirem os inúmeros “Parques de Diversões” espalhados por Portugal e pelo Mundo, sempre transportando consigo a ideologia da Salomon, “Time to Play”, que podemos traduzir como “Tempo para Brincar”. Seja nas montanhas, seja na cidade…

 

 

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Pedro Alves

Pedro Alves

O futebol sempre acompanhou a minha vida, assim como a natação e o voleibol. As tardes no Estádio do Maracanã, primeiro nas arquibancadas com o meu pai e depois com a “torcida” do Flamengo, são momentos que continuam a marcar as minhas recordações, principalmente a ver Zico a jogar. Em Portugal desde 1989, aos poucos o futebol e o voleibol perderam o seu espaço de prática, mas não de interesse (nesse aspeto o futebol é insubstituível, principalmente a seleção brasileira – como “doeu” os 1-7 da Alemanha… -, o Flamengo e o Barcelona). Se no Brasil a corrida era algo supérfluo, nos últimos anos acabou por ganhar a sua devida importância, primeiro como um hábito de saúde e bem-estar, depois como um desafio pessoal, concretamente terminar uma maratona, feito alcançado no Porto, em 2011. Com mais três no curriculum (duas em Lisboa e uma no Funchal), agora o objetivo é correr a primeira maratona internacional.

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