Correr sobre almofadas com o Dynaflyte 2

Um dos lançamentos da Asics há dois anos, o modelo Dynaflyte, hoje uma das referências no Mundo da Corrida, ganhou uma nova versão, o Dynaflyte 2. Já fomos correr com ele e a opinião final é mais do que positiva, com a marca japonesa a mostrar mais uma vez um enorme modelo.

 

A primeira impressão quando temos o Dynaflyte 2 nas mãos é o seu peso, mais leve do que o anterior (como isso é possível?…) e portanto ideal para os corredores que apreciam correr sem sentir o calçado nos pés, aqueles corredores que gostam de correr “sobre almofadas”.

Em comparação com o modelo anterior, saliência ainda para um novo desenho ao nível do “upper” (parte superior da sapatilha). Este redesenho faz com que aja um maior ajuste aos pés, além de facilitar a transpiração, existindo deste modo uma melhor frescura interior. Desta forma, o clássico logo da Asics, como outros reforços, estão localizados por baixo da “malha protetora” que permite a existência de uma maior ventilação.

Também devemos salientar a excelente comunhão do referido peso das sapatilhas com o amortecimento e a reatividade, três caraterísticas fundamentais para o corredor no ato da compra, ainda mais quando o mesmo procura umas “sapatilhas híbridas”, que tanto servem para treinar como para correr em provas, como é o caso da Dynaflyte 2.

DynaFlyte 2 prima pela estabilidade em prol da flexibilidade

Como aconteceu no primeiro modelo, o coração deste DynaFlyte 2 é a tecnologia FlyteFoam, tecnologia que combina os atributos de peso e amortecimento reativa patenteada pela ASICS, incorporada pela primeira vez num modelo no final de 2015. Não podemos esquecer que foi no primeiro modelo DynaFlyte que a marca nipónica utilizou a FlyteFoam na sua forma mais pura, com toda a média sola a utilizar este material.

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Nesta segunda versão, devemos destacar a utilização da FlyteFoam com uma unidade de GEL oculta na parte traseira, tendo como objetivo um maior aumento da absorção dos impactos, algo claramente percetível se corrermos com um e com o outro modelo.

É notório verificar a estabilidade das sapatilhas, fruto das várias tecnologias introduzidos na conceção do calçado, mas principalmente a sua suavidade. Acreditamos ser esse o principal mérito deste novo modelo, que parece estar almofadado, embora fique a dever em termos de flexibilidade, bastante aquém do esperado, muito fruto do “Trusstic System”, por exemplo, tecnologia que oferece uma melhor orientação do direcionamento da passada tendo em vista uma maior estabilidade, reduzindo assim a possibilidade de torção.

Evidentemente que a opção entre flexibilidade e estabilidade é puramente oriunda do marketing, cabendo ao corredor encontrar as caraterísticas que melhor se adaptem aos seus pés e ao seu modo de correr. Neste caso em concreto, a Asics deu primazia ao amortecimento em detrimento da flexibilidade, uma escolha válida como a contrária, se fosse o caso.

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Em resumo, o Dynaflyte 2 é uma excelente escolha tendo em vista o treino diário, é uma escolha mais do que sólida para qualquer corredor, que dificilmente ficará desapontado a longo prazo, ainda mais devido aos reforços nos locais chaves tendo em vista a sua durabilidade. No entanto, estamos perante um modelo que visa principalmente o conforto e o amortecimento. Portanto, se aprecia sapatilhas “pesadas” e “duras”, se gosta de sentir as sapatilhas nos seus pés, o melhor é escolher outra alternativa, já que este não é definitivamente o perfil do Dynaflyte 2, que, na sua concepção, cumpre com mérito todos os requisitos.

 

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Pedro Alves

Pedro Alves

O futebol sempre acompanhou a minha vida, assim como a natação e o voleibol. As tardes no Estádio do Maracanã, primeiro nas arquibancadas com o meu pai e depois com a “torcida” do Flamengo, são momentos que continuam a marcar as minhas recordações, principalmente a ver Zico a jogar. Em Portugal desde 1989, aos poucos o futebol e o voleibol perderam o seu espaço de prática, mas não de interesse (nesse aspeto o futebol é insubstituível, principalmente a seleção brasileira – como “doeu” os 1-7 da Alemanha… -, o Flamengo e o Barcelona). Se no Brasil a corrida era algo supérfluo, nos últimos anos acabou por ganhar a sua devida importância, primeiro como um hábito de saúde e bem-estar, depois como um desafio pessoal, concretamente terminar uma maratona, feito alcançado no Porto, em 2011. Com mais três no curriculum (duas em Lisboa e uma no Funchal), agora o objetivo é correr a primeira maratona internacional.

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