Diabetes, podemos combater esta doença?

Qualquer bom/boa desportista sabe que a glucose é a fonte de energia das nossas células, não só para os músculos, como para todas as células do corpo se alimentam com glucose, pelo que os níveis deste combustível no sangue devem estar perfeitamente controlados para que não te falte nem que sobre energia. Mas cuidado…

 

Quando o nível de glucose aumenta no sangue, liberta-se insulina (uma hormona do pâncreas), que faz baixar rapidamente o nível de glucose. Se não existe insulina ou estiver em pouca quantidade, o nível de glucose no sangue descontrola-se e a diabetes manifesta-se. Esta doença aparece quando se alteram os mecanismos de regulação da glicémia. Devido a uma paragem da produção de insulina pelo pâncreas, ou pelas células não responderem à insulina, verifica-se que a glucose não consegue penetrá-las…

Em conclusão, a glucose aumenta no sangue, mas falta alimento nas células, que, face à incapacidade de produção de insulina, pode adoecer por excesso de açúcar no sangue. Esta patologia designa-se por diabetes e os especialistas alertam que o número de pessoas que sofrem desta doença não pára de aumentar de ano para ano. Engordar um a dois quilos por ano enquanto estás a fazer zapping no sofá na companhia de uma caixa de bombons irá converter-te num candidato ideal para engrossar as estatísticas médicas relativas à diabetes.

Hipo ou Hiper?

Hipoglicémia
Quando o nível de glucose no sangue está abaixo dos 80 mg/100 ml, falta alimento às células. O pâncreas começa a libertar glucágon, uma hormona que provoca a libertação de glucose dos tecidos para o sangue tendo em vista o aumento dos níveis de açúcar. Quando a hipoglicémia se manifesta, é acompanhada por fraqueza, fadiga, cansaço e até enjoo.

Hiperglicémia
Quando o nível de glucose no sangue está acima dos 120 mg/ml, há glucose em excesso, iniciando-se mecanismos fisiológicos para a sua normalização, através da libertação de insulina no pâncreas, para que a glucose penetre nas células e diminua o nível de açúcar no sangue. Em hiperglicémia, sentimos fraqueza, fome, sede e vontade de urinar.

Quais são os tipos de Diabetes que existem?

Diabetes mellitus tipo I, o insulino-dependente (DMID), aparece geralmente em crianças, jovens ou jovens adultos por não haver produção de insulina ou esta existir em quantidade insuficiente. Corresponde a 5-10% dos casos de diabetes. Requer tratamento médico com controlo diário dos níveis de glicémia no sangue, administração de insulina, dieta, exercício físico e um estilo de vida regrado.

Diabetes mellitus tipo II, não-insulino-dependente (DMNID), é a mais frequente, entre 90 a 95% dos casos de diabetes. É comum nos adultos, especialmente em pessoas com excesso de peso ou obesas. A sua principal característica resulta na ausência de resposta das células à insulina, mesmo que o pâncreas possa produzir esta hormona. Tem uma componente hereditária, mas pode ser apenas devida ao excesso de peso e ao sedentarismo. Assim, o melhor tratamento é a prevenção. Se já for demasiado tarde, trata-se com dieta, exercício físico e tratamento médico.

Outros tipos de diabetes

Há momentos especiais em que a diabetes pode manifestar-se. A diabetes de gestação é o caso mais comum, aparece durante a gravidez e desaparece logo de seguida, embora possa ser um fator de risco para, futuramente, a doença aparecer. Outros tipos de diabetes aparecem devido a uma cirurgia, medicamentos, síndromas genéticos e, ainda por má nutrição.

Prevenção

Mas é possível prevenir a diabetes (tipo II) ou viver-se com a doença sem alterar o estilo de vida. Uma das melhores maneiras de prevenir e controlar a diabetes é praticar exercício diariamente. Por essa razão, no Corredores Anónimos, pretendemos mostrar como podes praticar desporto e manter a glicémia controlada.

Segundo dados da revista da Associação Portuguesa de Diabéticos de Portugal (APDP), cerca de 40% da população portuguesa entre os 20 e os 90 anos tem diabetes ou glicémia intermédia. Curiosamente, muitas pessoas desconhecem que têm esta doença e não tomam qualquer medida preventiva para evitar complicações. Mas os primeiros sintomas de diabetes ou resistência à insulina podem ser detetados a tempo.

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Pedro Alves

Pedro Alves

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