Deseja ganhar dinheiro a correr? Vá para a China e seja um companheiro de corrida…

buddy

Como todos os corredores sabem, correr em companhia atenua o sacrifício da corrida, aumentando assim a motivação dos atletas. Por isso, na China, está a surgir uma nova profissão devido ao crescimento da modalidade no país: o «jogging buddy».

 

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O Want China Times revelou recentemente que já é possível encontrar, com alguma regularidade, anúncios em jornais de jovens que se propõem a ser companheiros de corrida, acompanhantes que prometem correr uma determinada distância ao ritmo estipulado pelo contratante, durante um período de tempo determinado.

Segundo o órgão de comunicação social, é possível receber cerca de 450 euros por mês com este novo emprego. Pouco? Não podemos ignorar que o salário mensal de um trabalhador chinês é de 360 euros…

No entanto, receber os 450 euros não é nada fácil e é necessário estar em óptima forma física para alcançar esse salário. Senão vejamos: em média, por hora, o «jogging buddy» recebe cerca de três euros. Ou seja, para receber os valores mencionados, o pretendente deve correr por mês cerca de 150 horas, 5 horas por dia. Se desejar descansar aos fins-de-semana, isso significa que terá de correr, de segunda a sexta-feira, cerca de 7 horas/dia.

Zhao Xiaochuan, reputado colunista online de exercício físico, defende que fazer carreira de «jogging buddy» é uma ilusão.

«Depois de muito esforço recebi um pedido de um jovem pelos meus serviços. Mas acabei por recusar devido as rigorosas exigências em termos de calendário e local», referiu ao jornal Xiaochuan, que oferece os seus serviços no principal portal da China, o site Taobao.

Já Wang Xiaogang defende o contrário. Devido ao aumento significativo de praticantes no país, o treinador acredita que é um emprego com sólidas bases de crescimento. Mas o mesmo salienta todavia a pouca mão-de-obra especializada existente no país. «Muitos não têm o mínimo conhecimento profissional sobre a modalidade», salienta.

Por último, de referir que a recente Maratona de Pequim contou com cerca de 75 mil inscrições nas suas diversas provas.

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Pedro Alves

Pedro Alves

O futebol sempre acompanhou a minha vida, assim como a natação e o voleibol. As tardes no Estádio do Maracanã, primeiro nas arquibancadas com o meu pai e depois com a “torcida” do Flamengo, são momentos que continuam a marcar as minhas recordações, principalmente a ver Zico a jogar. Em Portugal desde 1989, aos poucos o futebol e o voleibol perderam o seu espaço de prática, mas não de interesse (nesse aspeto o futebol é insubstituível, principalmente a seleção brasileira – como “doeu” os 1-7 da Alemanha… -, o Flamengo e o Barcelona). Se no Brasil a corrida era algo supérfluo, nos últimos anos acabou por ganhar a sua devida importância, primeiro como um hábito de saúde e bem-estar, depois como um desafio pessoal, concretamente terminar uma maratona, feito alcançado no Porto, em 2011. Com mais três no curriculum (duas em Lisboa e uma no Funchal), agora o objetivo é correr a primeira maratona internacional.

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