A incrível vitória de David Wottle faz este ano 45 anos

Uma das finais olímpicas mais emblemáticas do Desporto mundial foi protagonizada por David Wottle (7 de agosto de 1950). Nos 800 metros dos Jogos Olímpicos de Munique, em 1972, o norte-americano alcançou um triunfo que muitos acreditavam ser impossível. Aliás, ainda hoje não acreditamos que Wottle, famoso por correr com um boné, venceu aquela prova… Este ano a impressionante vitória de Wottle completa 45 anos.

 

Uma das caraterísticas de David Wottle era a sua estratégia. Habitualmente, corria atrás do pelotão para, nos metros finais, atacar com a sua impressionante velocidade. No entanto, em Munique72, a verdade é que o norte-americano teve um início de corrida bastante lenta, como o próprio admitiu posteriormente quando analisou a sua corrida. «Na primeira volta pensei que estava fora da luta pelas medalhas», referiu o norte-americano.

No entanto, na última volta, David Wottle conseguiu finalmente se juntar ao pelotão, embora na cauda do mesmo. «Apesar disso, senti que estava de regresso a corrida. Procurei apenas me juntar ao grupo e manter a distância.»

Foi quando tudo começou…

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Nos 300 metros finais o norte-americano começou o ataque e, nos últimos 200 metros, já estava na luta pelo terceiro lugar. Mas o que impressiona são os seus 100 metros finais, impressiona vermos a sua força e velocidade, com Wottle a ultrapassar os quenianos Ouko e Boit e a alcançar o triunfo quase através do “photofinish”, deixando literalmente o super-favorito Yevhen Arzanhov no chão. De referir que o soviético não perdia há quatro anos uma prova na distância…

«Ele ganhou-me por um nariz», afirmou mais tarde Arzanhov.

Como curiosidade, refira-se que David Wottle, na cerimónia de entrega de medalhas, esqueceu de tirar o seu boné aquando do hino dos Estados Unidos, de tão emocionado que estava. O norte-americano só na conferência de imprensa soube do sucedido, pedindo de imediato desculpas pelo seu gesto.

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Pedro Alves

Pedro Alves

O futebol sempre acompanhou a minha vida, assim como a natação e o voleibol. As tardes no Estádio do Maracanã, primeiro nas arquibancadas com o meu pai e depois com a “torcida” do Flamengo, são momentos que continuam a marcar as minhas recordações, principalmente a ver Zico a jogar. Em Portugal desde 1989, aos poucos o futebol e o voleibol perderam o seu espaço de prática, mas não de interesse (nesse aspeto o futebol é insubstituível, principalmente a seleção brasileira – como “doeu” os 1-7 da Alemanha… -, o Flamengo e o Barcelona). Se no Brasil a corrida era algo supérfluo, nos últimos anos acabou por ganhar a sua devida importância, primeiro como um hábito de saúde e bem-estar, depois como um desafio pessoal, concretamente terminar uma maratona, feito alcançado no Porto, em 2011. Com mais três no curriculum (duas em Lisboa e uma no Funchal), agora o objetivo é correr a primeira maratona internacional.

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