Não estrague o seu objetivo da época ao correr muitas provas

Devido a enorme quantidade de provas existentes ao longo do ano, é complicado centrarmos a(s) nossa(s) atenção(ões) no(s) nosso(s) objetivo(s) principal. Por isso, é fundamental o corredor escolher e planear muito bem o seu calendário, caso contrário toda a preparação terá sido em vão.

 

Na revista 100% Corrida, Belino Coelho escreve que «a grande maioria dos corredores não sabe selecionar as provas que melhor se ajustam ao seu principal objetivo, principalmente de acordo com a fase de treino em que se encontram».

Orientador de atletas amadores e profissionais, o nosso especialista chega mesmo a afirmar que o corredor elege as suas corridas «sem qualquer tipo de planeamento», o que muito provavelmente causará uma enorme frustração no futuro. No seu artigo, Belino Coelho salienta os principais problemas que uma má escolha de corridas provoca na evolução do corredor, como por exemplo a interrupção da sequência de treino, «prejudicando a evolução da perfomance na globalidade do plano».

Participar em provas é importante para os objetivos da temporada

Belino Coelho salienta no entanto que a participação em provas é fundamental na preparação, como podemor ler abaixo:

«O ideal é planear e selecionar criteriosamente as competições as quais o atleta pretende participar, levando em consideração o período de treino em que se encontra e as características da sua corrida alvo, evitando sempre os exageros,  tais como excesso de provas ou correr uma distância acima da capacidade de treino para o momento,  o que acarreterá um maior tempo de recuperação», escreve.

O nosso especialista revela na revista 100% Corrida quais os benefícios que os atletas retiram em participar de competições durante a preparação, assim como oferece conselhos imprescindíveis de como devemos fazer o nosso planeamento. Por exemplo: se o objetivo é correr uma Meia-maratona, é importante correr provas entre 5 e 15 km, «ou mesmo 21 km, dependendo do histórico do atleta».

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Pedro Alves

Pedro Alves

O futebol sempre acompanhou a minha vida, assim como a natação e o voleibol. As tardes no Estádio do Maracanã, primeiro nas arquibancadas com o meu pai e depois com a “torcida” do Flamengo, são momentos que continuam a marcar as minhas recordações, principalmente a ver Zico a jogar. Em Portugal desde 1989, aos poucos o futebol e o voleibol perderam o seu espaço de prática, mas não de interesse (nesse aspeto o futebol é insubstituível, principalmente a seleção brasileira – como “doeu” os 1-7 da Alemanha… -, o Flamengo e o Barcelona). Se no Brasil a corrida era algo supérfluo, nos últimos anos acabou por ganhar a sua devida importância, primeiro como um hábito de saúde e bem-estar, depois como um desafio pessoal, concretamente terminar uma maratona, feito alcançado no Porto, em 2011. Com mais três no curriculum (duas em Lisboa e uma no Funchal), agora o objetivo é correr a primeira maratona internacional.

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