Correr 100 km é fácil. O difícil é correr aos 7m00/km…

Para o desafio das 48 horas contínuas, Rui Martins tem como finalidade terminar, embora reconheça que deverá correr cerca de 250 quilómetros. Na preparação, o seu problemas não tem sido os 100 km semanais, mas correr a 7m00/km.

 

No seu historial, Rui Martins correu no máximo 16 horas, tempo que necessitou para terminar os 105 km da Ultra Maratona de São Mamede. E 16 horas que poderiam ter sido muito menos…

«Recordo-me principalmente da chegada. Acabei com o meu filho bebé ao colo. Mas também recordo de querer desistir e a minha mulher, ao telefone, a dizer para que eu continuasse e fizesse uma excelente prova.»

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Para um desafio desta dimensão, Rui Martins revela que a sua preparação começou no ano passado, concretamente nos 50 km de Abrantes, «onde consegui superar o meu recorde de tempo na distância».

Rui Martins com dificuldade para correr num percurso de dois km

Orientado pelo treinador Fernando Alves, tem recebido estímulos muito variados, desde corrida, caminhada, bicicleta e natação. «A média, por semana, tem sido 100 km de corrida», revela. No entanto, e ao contrário do que possamos imaginar, não são os três dígitos que o assustam.

«Para mim, na preparação, o mais difícil tem sido aprender a correr devagar, aprender a correr a 5m30, 6m00 e até 7m00/km. Este está a ser o grande desafio. Mas também correr a distância em circuitos fechados, com um percurso inferior a 2 km. Também não tem ajudado…»

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Rui Martins refere ainda que não tem uma meta de quilómetros a alcançar nas 48 horas, já que o principal «é ir tranquilo, fazendo com o que o corpo responda». Mas a sua referência para os dois dias que terá de correr é de 250 km.

Recordemos que o seu máximo, até hoje, é de… 105 km!

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Pedro Alves

Pedro Alves

O futebol sempre acompanhou a minha vida, assim como a natação e o voleibol. As tardes no Estádio do Maracanã, primeiro nas arquibancadas com o meu pai e depois com a “torcida” do Flamengo, são momentos que continuam a marcar as minhas recordações, principalmente a ver Zico a jogar. Em Portugal desde 1989, aos poucos o futebol e o voleibol perderam o seu espaço de prática, mas não de interesse (nesse aspeto o futebol é insubstituível, principalmente a seleção brasileira – como “doeu” os 1-7 da Alemanha… -, o Flamengo e o Barcelona). Se no Brasil a corrida era algo supérfluo, nos últimos anos acabou por ganhar a sua devida importância, primeiro como um hábito de saúde e bem-estar, depois como um desafio pessoal, concretamente terminar uma maratona, feito alcançado no Porto, em 2011. Com mais três no curriculum (duas em Lisboa e uma no Funchal), agora o objetivo é correr a primeira maratona internacional.

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