Corredor termina a Rock ‘n’ Roll Savannah Half Marathon com a ajuda de um polícia

 

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Com menos de 200 metros para terminar a Meia-maratona Rock ‘n’ Roll Savannah, nos Estados Unidos, Robert McCoy, de 49 anos, tropeçou e caiu no asfalto. Mesmo com sangue no rosto e nos joelhos, acabou por terminar a prova devido a ajuda de um polícia.

 

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Após a queda de Robert McCoy, que trabalha para o Exército dos Estados Unidos em Fort Stewart, a equipa médica assistiu de imediato o atleta, assim como o sargento John Cain, há 27 anos no Savannah-Chatham Metropolitan Police Department.

No entanto, e apesar das notórias mazelas físicas, McCoy disse que tinha de terminar a prova, o que apenas poderia acontecer se tivesse a ajuda do polícia, como exigiam os médicos.

«Fui ao seu encontro para prestar ajuda, mas ele, a todo momento, dizia que tinha de terminar a corrida, que tinha de terminar a corrida… Perguntei-lhe então se o poderia ajudar e ele aceitou. Coloquei o meu braço em torno dos ombros e nas costas. Podia sentir no meu coração que McCoy precisava de terminar a prova, havia um propósito para o fazer. Ele queria chegar à meta. Estou feliz por ter estado naquela posição e o ter ajudado. Ele é uma inspiração, o herói desta história», afirmou o polícia.

E a intuição do polícia estava correta, como depois admitiu McCoy, vítima há sete anos de um linfoma de Burkitt.

«Participei desta prova em memória do meu pai, que morreu de cancro em abril (…) Estava cansado e arrastava os pés. Devo ter tropeçado em alguma coisa. Foi difícil recomeçar e felizmente o sargento ajudou-me.»

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McCoy, que terminou a prova com o tempo de 1h41m46, reconheceu o trabalho do polícia e, justamente, entregou depois a medalha do evento ao seu inesperado “companheiro” de corrida, uma atitude que emocionou Cain.

«Fiquei surpreendido! Se isso não te toca o coração, nada tocará. Fiquei comovido porque ele abdicou de algo que desejava muito para agradecer o que fiz», referiu o polícia, que admitiu que está a pensar em dar os seus primeiros passos na corrida.

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Pedro Alves

Pedro Alves

O futebol sempre acompanhou a minha vida, assim como a natação e o voleibol. As tardes no Estádio do Maracanã, primeiro nas arquibancadas com o meu pai e depois com a “torcida” do Flamengo, são momentos que continuam a marcar as minhas recordações, principalmente a ver Zico a jogar. Em Portugal desde 1989, aos poucos o futebol e o voleibol perderam o seu espaço de prática, mas não de interesse (nesse aspeto o futebol é insubstituível, principalmente a seleção brasileira – como “doeu” os 1-7 da Alemanha… -, o Flamengo e o Barcelona). Se no Brasil a corrida era algo supérfluo, nos últimos anos acabou por ganhar a sua devida importância, primeiro como um hábito de saúde e bem-estar, depois como um desafio pessoal, concretamente terminar uma maratona, feito alcançado no Porto, em 2011. Com mais três no curriculum (duas em Lisboa e uma no Funchal), agora o objetivo é correr a primeira maratona internacional.

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