Consegue correr uma maratona por dia durante um ano? Robert Young consegue…

Robert Young

Robert Young não gostava de correr há cerca de um ano. Hoje, cerca de 380 dias depois, tem na sua bagagem cerca de 385 maratonas nos pés. Sim, leu bem: 385, maratonas, uma média de mais do que uma por dia durante um ano (ou seja, 16 245 km, uma espécie de Lisboa-Katmandu, ida e volta)!!!!

 

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Young, de 33 anos, foi um dos nomes da Maratona de Londres no passado domingo. Há um ano, quando assistia a prova pela televisão, o inglês decidiu começar a correr. Sem justificativa nenhuma. Calçou o ténis e foi dar “uma volta” ao Richmond Park, perto de onde vive na capital inglesa. Gostou da experiência e então começou a sua “saga”: correr uma maratona por dia (em média, ou seja, há dias que corre mais do que uma, outros não corre devido a viagens ou lesões, por exemplo).

No início, por exemplo, acordava às 2h30 para correr antes do trabalho. Aos poucos começou a participar de provas e foi obrigado a deixar o emprego. O seu nome começou a ser reconhecido e hoje está nos Estados Unidos, onde, entre janeiro e junho, pretende correr entre a Costa Leste e a Costa Oeste. Um desafio que foi interrompido agora para correr precisamente a prova que iniciou tudo, a Maratona de Londres.

Segundo o diário The Telegraph, Robert Young é um homem que espanta até mesmo a ciência, já que apresenta um alto limiar para a dor.

«Eu sou mentalmente muito forte. Essa é a diferença entre mim e a maioria das pessoas. Elas têm um momento em que dizem: “Não aguento, vou desistir!” Eu não o tenho», referiu o inglês ao diário.

A sua força mental tem justificação segundo o próprio, já que foi espancado e abusado por diversas vezes pelo pai, agressões que ainda hoje estão marcadas no seu corpo. O pai tentou inclusive o enforcar…

Depois de separado do progenitor, mas também da irmã e da mãe, Young foi criado em instituições de assistência social, razão pela qual corre pelas crianças que sofreram algum tipo de violência, física ou sexual.

«Não é apenas o correr que é importante para mim, procurei mostrar algo a essas crianças, que foram abusadas e sentem vergonha do que aconteceu. Digo-lhes para contarem a sua história. Recordo a elas que eram os seus pais, que não tinham o controlo do que estava a acontecer.»

Todos os fundos monetários angariados com patrocínios ao longo do último ano serão doados à NSPCC e a Dreams Come True. No fundo, Young acredita que a corrida o salvou.

«Eu estou mais em paz com o mundo, fiz as pazes com meu passado. Consegui limpar a minha mente. Vejo hoje o mundo um pouco mais claro.»

É de salientar que o jovem corre grande parte das maratonas de kilt, um pedido expresso dos seus dois filhos. Em média, corre as maratonas em 3h30. Young revelou ao Th Telegraph que ainda não sabe o que vai fazer após terminar o seu desafio nos Estados Unidos, mas gostaria de continuar a correr, o que significa que é necessário conseguir um patrocínio.

Após a Maratona de Londres, no domingo, Young apanhou um avião para os Estados Unidos, onde correu a Maratona do Alabama, a sua 385.ª prova. Hoje deverá ter corrido mais uma; amanhã talvez outra; depois de amanhã mais 42,125 km; e assim sucessivamente, até junho.

Pelo menos…

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Pedro Alves

Pedro Alves

O futebol sempre acompanhou a minha vida, assim como a natação e o voleibol. As tardes no Estádio do Maracanã, primeiro nas arquibancadas com o meu pai e depois com a “torcida” do Flamengo, são momentos que continuam a marcar as minhas recordações, principalmente a ver Zico a jogar. Em Portugal desde 1989, aos poucos o futebol e o voleibol perderam o seu espaço de prática, mas não de interesse (nesse aspeto o futebol é insubstituível, principalmente a seleção brasileira – como “doeu” os 1-7 da Alemanha… -, o Flamengo e o Barcelona). Se no Brasil a corrida era algo supérfluo, nos últimos anos acabou por ganhar a sua devida importância, primeiro como um hábito de saúde e bem-estar, depois como um desafio pessoal, concretamente terminar uma maratona, feito alcançado no Porto, em 2011. Com mais três no curriculum (duas em Lisboa e uma no Funchal), agora o objetivo é correr a primeira maratona internacional.

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