Quando o cansaço significa mais do que um mero… cansaço

A maioria do corredor/atleta amador treina sem o apoio de um profissional. Por isso, é normal que, ao longo do seu processo desportivo, cometa erros que acabam por prejudicar a sua performance, mas principalmente danos a sua saúde. Um dos principais problemas que assola o atleta é a Fadiga de Treino, que poderá acarretar no “Overtraining”.

 

A matéria de capa do oitavo número da revista 100% Corrida é sobre aquele cansaço que muitos corredores ignoram, um cansaço que poderá significar muito mais do que um simples… cansaço.

Segundo o nosso entrevistado, Paulo Caldeira, fisiologista do Exercício, personal trainer e treinador de Força e Condição Física, a denominada Fadiga de Treino deve ser olhada com bastante cuidado por todos os desportistas, principalmente os amadores.

«A fadiga é uma conceção muito complexa que envolve fatores psicológicos e fisiológicos. Não é um processo raro e pode ser sentido inclusive na ausência de exercício físico. A fadiga física pode ser definida como o estado de perturbação na homeostasia (tendência dos organismos para o equilíbrio fisiológico) devido ao esforço e/ou ambiente. Podemos distinguir entre fadiga localizada e fadiga central. A fadiga localizada induzida pelo exercício pode ser definida como qualquer redução da capacidade máxima de gerar força ou potência. Se o nível for elevado, ou mais especificamente se for superior ao definido como “o nível habitual de atividade física” para o indivíduo, os problemas começam cedo e rapidamente aumentam. Se a atividade for baixa, os problemas aparecem mais tarde e são mais prolongados. Embora os sintomas de fadiga possam aparecer mais tarde, os processos subjacentes à fadiga, durante a atividade fatigante, começam a desenvolver-se logo que a atividade é iniciada. A fadiga central é definida como qualquer redução da contração voluntária máxima induzida pelo exercício que não seja acompanhada pela redução da força máxima. A síndrome de “overtraining” pode estar associado a recuperação insuficiente e fadiga muscular. Provavelmente está relacionada com insuficiente recuperação metabólica e a incapacidade total de recuperar do stress imposto pelo exercício», refere Paulo Caldeira.

Para ler sobre o assunto (e não só), clique na imagem abaixo.

 

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Pedro Alves

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