Posso treinar na bicicleta elíptica para a Corrida?

Orientador de dezenas de atletas, tanto profissionais como amadores, o nosso especialista Belino Coelho defende que a bicicleta elíptica não substitui o plano de treinos tradicional da Corrida, mas isso não significa que não possa fazer parte do mesmo.

 

Na revista 100% Corrida do mês de novembro, Belino Coelho escreve que «o treino na bicicleta elíptica nos ginásios é uma excelente alternativa para aqueles que têm pouco tempo ou não têm um lugar adequado para fazer os seus treinos de corrida». Todavia, salienta, este aparelho que inundou nos últimos anos as salas dos ginásios não substitui o treino de corrida realizado ao ar livre ou, de vez em quando, na passadeira, principalmente para atletas que ambicionam concluir provas, desde os 5 km até a Maratona, por exemplo.

A razão para isso é científica, como esclarece no texto publicado na 100% Digital.

«O princípio da Especificidade é aquele que impõe, como ponto essencial, que o treino deve ser elaborado sobre os requisitos específicos da performance desportiva em termos de qualidade física interveniente, sistema energético preponderante, segmento corporal e coordenações psicomotoras utilizados.»

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Portanto, «quanto mais próximo da realidade o atleta treinar, melhor será o resultado alcançado», ressalva Belino Coelho. «O corredor que faz o seu treino de corrida apenas na bicicleta elíptica corre o sério risco de não ficar agradado com o resultado que irá alcançar, além de correr sérios riscos de lesões.»

Vantagens de treinar com a bicicleta elíptica

O nosso especialista apresenta no artigo publicado este mês na revista 100% Corrida as desvantagens de realizar um treino na bicicleta elíptica, mas também as vantagens de fazer de vez em quando treinos neste curioso aparelho. Por exemplo, a bicicleta elíptica permite a variação de treino, podendo controlar a intensidade, a utilização do modo “reverse”, o uso ou não das barras, enfatizando um maior trabalho dos membros inferiores, etc. Isso faz com que o treino seja mais dinâmico e menos monótono.

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Pedro Alves

Pedro Alves

O futebol sempre acompanhou a minha vida, assim como a natação e o voleibol. As tardes no Estádio do Maracanã, primeiro nas arquibancadas com o meu pai e depois com a “torcida” do Flamengo, são momentos que continuam a marcar as minhas recordações, principalmente a ver Zico a jogar. Em Portugal desde 1989, aos poucos o futebol e o voleibol perderam o seu espaço de prática, mas não de interesse (nesse aspeto o futebol é insubstituível, principalmente a seleção brasileira – como “doeu” os 1-7 da Alemanha… -, o Flamengo e o Barcelona). Se no Brasil a corrida era algo supérfluo, nos últimos anos acabou por ganhar a sua devida importância, primeiro como um hábito de saúde e bem-estar, depois como um desafio pessoal, concretamente terminar uma maratona, feito alcançado no Porto, em 2011. Com mais três no curriculum (duas em Lisboa e uma no Funchal), agora o objetivo é correr a primeira maratona internacional.

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