Asafa Powell pretende correr pela 100.ª vez os 100m em menos de 10s

Um dos desafios deste ano no Mundo da Corrida será protagonizado pelo jamaicano Asafa Powell, de 35 anos, que está a três corridas de alcançar um registo único: correr por 100 vezes os 100 metros em menos de 10 segundos.

 

Até hoje, 126 atletas correram os 100 metros em menos de 10 segundos. O primeiro foi o norte-americano Jim Hines, nos Jogos Olímpicos do México, em 1968, concretamente 9s95. O jamaicano Asafa Powell, no entanto, não correu apenas em uma ocasião, mas por 97 vezes. E, para 2018, o velocista já revelou que espera alcançar a simbólica marca de 100 corridas no hectómetro em menos de 10 segundos, um registo que será único no Mundo da Velocidade.

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Segundo o jornal As, Powell correu pela primeira vez em menos de 10 segundos em 2004, ano em que conseguiu o feito por nove vezes, um registo só por si merecedor de aplauso. No entanto, o seu ano mais proveitoso foi em 2008, quando correu a distância por 15 vezes (em 2006 e 2009 foram 12). Pelo contrário, o seu ano menos produtivo em termos de marcas foi em 2013 e 2017, quando terminou o ano com os tempos de 10s02 e 10s08, respetivamente.

Usain Bolt na quarta colocação da lista dos 100 metros em menos de 10 segundos 

Ou seja, para o desafio de correr a sua centésima corrida em menos de 10 segundos este ano, o jamaicano Asafa Powell terá de “apagar” a temporada do ano passado, que ficou muito aquém do seu pergaminho na História do Atletismo, que tem o seu nome por três vezes na liderança do ranking mundial.  

De referir que, atrás do velocista da Jamaica no número de corridas abaixo dos 10 segundos nos 100 metros, estão os norte-americanos Justin Gatlin e Maurice Greene (ambos com 57 corridas) e o jamaicano Usain Bolt (52).

Recorde-se que Powell alcançou o recorde do Mundo em 2005, correndo o hectómetro em 9s77, e tem como melhor marca pessoal 9s72. Em sua casa, tem várias medalhas, sendo as principais as de bronze nos mundiais de Osaka 2007 e Berlim 2009 e a medalha de prata nos Mundiais de Pista Coberta, em 2016. O seu principal “pecado” foi jamais ter alcançado uma medalha olímpica, algo realmente surpreendente tendo em conta a sua longevidade e os seus impressionantes números, que poderão ficar para sempre na história caso alcance o desejado “número redondo” 100.

 

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Pedro Alves

Pedro Alves

O futebol sempre acompanhou a minha vida, assim como a natação e o voleibol. As tardes no Estádio do Maracanã, primeiro nas arquibancadas com o meu pai e depois com a “torcida” do Flamengo, são momentos que continuam a marcar as minhas recordações, principalmente a ver Zico a jogar. Em Portugal desde 1989, aos poucos o futebol e o voleibol perderam o seu espaço de prática, mas não de interesse (nesse aspeto o futebol é insubstituível, principalmente a seleção brasileira – como “doeu” os 1-7 da Alemanha… -, o Flamengo e o Barcelona). Se no Brasil a corrida era algo supérfluo, nos últimos anos acabou por ganhar a sua devida importância, primeiro como um hábito de saúde e bem-estar, depois como um desafio pessoal, concretamente terminar uma maratona, feito alcançado no Porto, em 2011. Com mais três no curriculum (duas em Lisboa e uma no Funchal), agora o objetivo é correr a primeira maratona internacional.

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