Aprenda a prolongar a vida do seu ténis

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Sabia que, tal como o leitor, o seu sapato de corrida também necessita de descanso? E que, mesmo com alguma manutenção, os sapatos de corrida têm um período limitado de vida? Se nunca ninguém lhe disse tudo isto, então, o melhor é ler a opinião dos especialistas com quem “Corredores Anónimos” falou e saber um pouco mais sobre aquilo que calça. Porque, também na corrida, os pés são uma parte muito importante do corpo!

 

“Embora o período de vida de uma sapatilha dependa muito do tipo de utilização a que é submetida, existem realmente alguns princípios-base que é possível aplicar aos sapatos de corrida, sendo que o primeiro é: nenhuma sapatilha, por muito boa ou bem-tratada que seja, faz mil quilómetros!», afirma Cristina Romão, directora de Marketing da primeira loja especializada em sapatilhas de corrida a aparecer em Portugal, a Pro Runner.

Para esta responsável, «mesmo que, na parte de cima, tudo pareça em bom estado, ao fim de tantos quilómetros – e é preciso ter presente que esse não é um número assim tão exagerado quanto isso, sendo, basicamente, não mais de dois anos a correr 10 km por semana! – a tecnologia que está na base da sola já morreu!».

Salientando a necessidade de cuidados acrescidos com o calçado, a começar pelo momento da compra, aconselhando-se numa loja da especialidade, «até porque isso poderá evitar lesões futuras», Cristina Romão recorda ainda que «o aparecimento de estrias ou desgaste na sola» são sinais de que o fim do sapato está próximo e que é preciso mudar.

Já quanto à manutenção, a responsável da Pro Runner deixa igualmente alguns conselhos, a começar pela importância de «não correr dois dias seguidos com a mesma sapatilha. Tal como o atleta, o sapato de corrida também necessita de descanso, de recuperar a forma depois do esforço intenso a que é submetido, de modo a não ganhar deformações. Como tal, o melhor, no caso daquelas pessoas que correm muito frequentemente, é ter dois pares de sapatos, de forma a garantir o descanso destes entre corridas».

Igualmente de salientar é «não deixar as sapatilhas dentro do saco após a corrida e até à corrida seguinte. É importante deixá-la a arejar, sendo que, mesmo se estiver muito sujo – acontece muito, em especial, com as sapatilhas de trial -, nunca colocá-la na máquina de lavar ou de secar. A solução passa por deixá-la secar, escová-la e pendurá-la ao ar».

A terminar, Cristina Romão deixa o aviso: ao contrário do que muitas vezes fazem algumas pessoas que querem começar a correr, «no início, o mais importante não é comprar uma sapatilha excessivamente cara, tal como não é recomendável escolher o produto apenas por ser o mais barato. O mais importante é mesmo escolher o sapato adequado!»

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Pedro Alves

Pedro Alves

O futebol sempre acompanhou a minha vida, assim como a natação e o voleibol. As tardes no Estádio do Maracanã, primeiro nas arquibancadas com o meu pai e depois com a “torcida” do Flamengo, são momentos que continuam a marcar as minhas recordações, principalmente a ver Zico a jogar. Em Portugal desde 1989, aos poucos o futebol e o voleibol perderam o seu espaço de prática, mas não de interesse (nesse aspeto o futebol é insubstituível, principalmente a seleção brasileira – como “doeu” os 1-7 da Alemanha… -, o Flamengo e o Barcelona). Se no Brasil a corrida era algo supérfluo, nos últimos anos acabou por ganhar a sua devida importância, primeiro como um hábito de saúde e bem-estar, depois como um desafio pessoal, concretamente terminar uma maratona, feito alcançado no Porto, em 2011. Com mais três no curriculum (duas em Lisboa e uma no Funchal), agora o objetivo é correr a primeira maratona internacional.

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