Andorra Ultra Trail Vallnord pretende «atrair ainda mais público para impulsionar os corredores»

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No passado fim-de-semana terminou mais uma edição de uma das provas mais difíceis do Ultra Trail, a Ronda dels Cims (170 km/ D+ 13.500 metros), inserida na Andorra Ultra Trail Vallnord, concretamente a oitava edição. O balanço final é amplamente satisfatório, mas o foco da organização já está em 2017, já que esperam «atrair ainda mais público para impulsionar os corredores» até a meta de Ordino.

 

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«A valorização do fim-de-semana é muito positiva. Tivemos tudo muito controlado. Foi um ano em que crescemos mais do que nunca em termos internacionais e em inscritos, alcançando o número de 3.100 em todas as provas. Agora só resta pensar no futuro e corrigir alguns aspetos. O objetivo é melhorar ainda mais a qualidade das casas de banho, os abastecimentos e atrair ainda mais público para ajudar e impulsionar os corredores, transformando desse modo mais fácil a chegada à meta de Ordino, afirmou Gerard Martínez, diretor da Andorra Ultra Trail Vallnord, que mais uma vez teve nas histórias de superação o seu principal fator de interesse.

Uma das mais marcantes foi protagonizada por Cristina, mãe há três meses que fez questão de participar na Marató dels Cims. Terminou a prova em 12h29 mas não deixou de amamentar o seu filho em cada abastecimento da prova.

Nota também para Juergen Kuhlmey, o corredor mais velho a cortar uma das cinco metas, concretamente a Marató dels Cims. Com 78 anos, concluiu 0s 42,5 km em 11h11m44. Com 19 anos, Tomas Stverak foi o mais jovem, terminando a Ronda dels Cims em 37h16m07.

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Em relação a Ronda dels Cims, os números confirmam mais uma vez que a prova não é para todos, apenas para alguns. Dos 331 corredores na linha de partida, apenas terminaram 63%, sendo o francês NAHUEL PASSERAT e a italiana Lisa Borzani os vencedores. O último corredor a cruzar a meta foi Bruno Verhaeghe, após 63 horas de prova (partiu na sexta-feira e chegou às 20h32 de domingo).

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Nota também para a presença da campeã do mundo de Ultra Trail, Núria Picas (vencedora da Marató dels Cims em 2015) na SolidariTrail, uma marcha de 10 km que define muito do espírito do que é correr a Andorra Ultra Trail  Vallnord.

FOTOS:
Ariño Visuals/David Ariño/AUTV
Ariño Visuals/Carlos Llerandi/AUTV

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Pedro Alves

Pedro Alves

O futebol sempre acompanhou a minha vida, assim como a natação e o voleibol. As tardes no Estádio do Maracanã, primeiro nas arquibancadas com o meu pai e depois com a “torcida” do Flamengo, são momentos que continuam a marcar as minhas recordações, principalmente a ver Zico a jogar. Em Portugal desde 1989, aos poucos o futebol e o voleibol perderam o seu espaço de prática, mas não de interesse (nesse aspeto o futebol é insubstituível, principalmente a seleção brasileira – como “doeu” os 1-7 da Alemanha… -, o Flamengo e o Barcelona). Se no Brasil a corrida era algo supérfluo, nos últimos anos acabou por ganhar a sua devida importância, primeiro como um hábito de saúde e bem-estar, depois como um desafio pessoal, concretamente terminar uma maratona, feito alcançado no Porto, em 2011. Com mais três no curriculum (duas em Lisboa e uma no Funchal), agora o objetivo é correr a primeira maratona internacional.

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