X-Files na segunda etapa da Ultra Trail World Tour…

 

É verdade que já ninguém fica espantado com a estonteante velocidade do norte-americano Jim Walmsley. No entanto, o que ele fez na Tarawera Ultramarathon, segunda etapa da Ultra Trail World Tour, foi algo absolutamente assombroso, já que terminou os 102 quilómetros com uma média de… 4m20/km, uma média realmente monstruosa para uma prova de Ultra Trail. Mas houve mais fenómenos invulgares na Nova Zelândia, como o que foi protagonizado por Ruth Croft, que, na corrida de 62 km (com cerca de 350 inscritos), alcançou o segundo lugar da geral e por pouco não roubou o primeiro ao australiano Majell Backhausen. E o que dizer das cervejas que empurraram a vencedora da principal prova para a meta?…

 

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Majell Backhausen terminou a prova com o tempo de 5h04m26. No final, em declarações à imprensa, o vencedor da prova de 62 km admitiu que correu principalmente pelo seu orgulho, principalmente quando ele e mais dois atletas, enquanto esperavam o ataque uns dos outros, foram surpreendidos por Croft.

«Croft apanhou-nos, a mim e a mais dois atletas, por volta do quilómetro 30. Ela surgiu, ultrapassou-nos e mostrou-nos como devíamos correr. Confesso que desde então comecei a correr assustado. E percebi pouco depois que estava a correr pelo meu orgulho. Definitivamente, hoje tomei um banho de humildade.»

Ruth Croft e Majell Backhausen, segunda e primeiro lugares da prova dos 62 km da Tarawera Ultramarathon

 

A verdade é que, devido ao seu orgulho, Backhausen acabou por ultrapassar Croft, que terminou a prova num surpreendente segundo lugar, com o registo de 5h10m41.

«Não esperava nada em concreto, mas sentia-me bem. Consegui acompanhar o pelotão na primeira parte e depois, nas montanhas, consegui assumir a primeira posição. No entanto, na parte mais plana, as condições foram mais difíceis. Mas estou realmente feliz com o meu resultado.»

O feito de Croft foi comparado em grandeza ao triunfo de Jim Walmsley, que apresentou um ritmo médio de 4m20 por quilómetro na prova principal, de 102 km. Obviamente que o norte-americano registou o melhor tempo da prova, agora de 07h23m32, menos 21 minutos (!!!) do que o anterior tempo.

Jim Walmsley vence a segunda etapa da Ultra Trail World Tour

 

«Foi uma prova complicada porque estive sozinho a maior parte do percurso», afirmou Walmsley, considerado o UltraRunner de 2016 nos Estados Unidos. «Sou oriundo do deserto do Arizona e por isso isto é algo completamente diferente do meu dia-a-dia. Há cigarras a chilrear o dia todo, as copas das árvores são tão verdes, por diversas vezes desejei tomar banho nos rios… Queria começar o ano muito bem e portanto ganhar uma etapa do Ultra Trail World Tour é um grande começo.»

Veja aqui a chegada do vencedor.

Jim Walmsley is the Tarawera Ultramarathon 102km winner for 2017 with an incredible record time of 7:23:34, watch in HD and check out what he had to say about racing on New Zealand terrain! To get a time like this, he was running an average pace of 00:4:20km per hour!

Publicado por Tarawera Ultramarathon em Sexta-feira, 10 de Fevereiro de 2017

 

Em segundo lugar ficou o campeão de 2016, Jonas Buud, da Suécia, com 8h01m11, que também reclamou do calor.

Mas houve mais recordes na segunda etapa da Ultra Trail World Tour, já que a também norte-americana Camille Herron ganhou a prova feminina com o melhor registo da história da corrida, retirando cerca de seis minutos ao anterior tempo: 08m56s01. Atrás ficou a compatriota Magdalena Boulet, com 09h20m15.

Camille Herron foi a ganhadora da prova principal da Tarawera Ultramarathon

 

Um dos segredos do seu sucesso foi ter bebido três cervejas no último abastecimento.

«Ter cervejas numa corrida dá-me uma maior clareza mental e o necessário empurrão para a meta. Isso realmente ajudou», confessou Camille Herron.

Veja aqui a chegada da vencedora.

Camille Herron has won the women's 102km in a record time of 08:56:01! Congratulations!

Publicado por Tarawera Ultramarathon em Sexta-feira, 10 de Fevereiro de 2017

 

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Pedro Alves

Pedro Alves

O futebol sempre acompanhou a minha vida, assim como a natação e o voleibol. As tardes no Estádio do Maracanã, primeiro nas arquibancadas com o meu pai e depois com a “torcida” do Flamengo, são momentos que continuam a marcar as minhas recordações, principalmente a ver Zico a jogar. Em Portugal desde 1989, aos poucos o futebol e o voleibol perderam o seu espaço de prática, mas não de interesse (nesse aspeto o futebol é insubstituível, principalmente a seleção brasileira – como “doeu” os 1-7 da Alemanha… -, o Flamengo e o Barcelona). Se no Brasil a corrida era algo supérfluo, nos últimos anos acabou por ganhar a sua devida importância, primeiro como um hábito de saúde e bem-estar, depois como um desafio pessoal, concretamente terminar uma maratona, feito alcançado no Porto, em 2011. Com mais três no curriculum (duas em Lisboa e uma no Funchal), agora o objetivo é correr a primeira maratona internacional.

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