Uma hora de corrida equivale a mais sete horas de vida…

Um artigo na revista Progress in Cardiovascular Disease revela que uma hora de corrida equivale a um ganho de cerca de sete horas de vida. Mas atenção: «Correr não torna as pessoas imortais»…

 

Segundo os investigadores da pesquisa, em declarações ao jornal The New York Times, correr faz decrescer o risco de morte prematura em quase 40%, «qualquer que seja o ritmo ou a quilometragem». Os mesmos garantem que a corrida é o exercício mais eficaz no aumento da esperança média de vida.

 «Em termos gerais, os corredores têm entre 25-40% de risco reduzido de mortalidade prematura. Vivem ainda, aproximadamente, mais três anos do que as pessoas que não correm

 O professor Duck-chul Lee, um dos responsáveis pelo estudo, dá inclusive um exemplo para o The New York Times, salientando que uma pessoa que corra duas horas por semana «passaria menos de seis meses a correr ao longo de quase 40 anos. No entanto, pode esperar um aumento na sua esperança média de vida de 3,2 anos (…) Estatisticamente, uma hora de corrida aumenta a esperança de vida em sete horas».

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A razão, segundo a pesquisa, é que os benefícios da corrida acabam por contrariar os fatores de risco comuns das mortes prematuras, como a pressão arterial alta e a gordura corporal, além de aumentar a aptidão aeróbica, «um dos indicadores mais conhecidos da saúde de um indivíduo a longo prazo».

De referir que o cientista Lee salienta que «correr não torna as pessoas imortais».

 «O aumento na esperança de vida são limitados a cerca de três anos, independentemente do que as pessoas correrem», faz questão de referir Lee ao The New York Times, que salienta ainda que não há uma associação direta entre a corrida e a longevidade das pessoas. O que acontece é que as pessoas que correm têm tendência para terem hábitos mais saudáveis, o que beneficia a saúde dos corredores.

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Pedro Alves

Pedro Alves

O futebol sempre acompanhou a minha vida, assim como a natação e o voleibol. As tardes no Estádio do Maracanã, primeiro nas arquibancadas com o meu pai e depois com a “torcida” do Flamengo, são momentos que continuam a marcar as minhas recordações, principalmente a ver Zico a jogar. Em Portugal desde 1989, aos poucos o futebol e o voleibol perderam o seu espaço de prática, mas não de interesse (nesse aspeto o futebol é insubstituível, principalmente a seleção brasileira – como “doeu” os 1-7 da Alemanha… -, o Flamengo e o Barcelona). Se no Brasil a corrida era algo supérfluo, nos últimos anos acabou por ganhar a sua devida importância, primeiro como um hábito de saúde e bem-estar, depois como um desafio pessoal, concretamente terminar uma maratona, feito alcançado no Porto, em 2011. Com mais três no curriculum (duas em Lisboa e uma no Funchal), agora o objetivo é correr a primeira maratona internacional.

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