5 erros das dietas mais saudáveis

Será que todas as dietas consideradas saudáveis devem ser seguidas à risca? Há regras gerais que podemos seguir para que consigamos alimentar-nos corretamente e sem grandes restrições. 

 

1) Não pode ser uma obrigação, nem um castigo
A alimentação fornece-nos os nutrientes necessários ao funcionamento do organismo, mas é igualmente um ato social onde, ao partilharmos os alimentos, estamos também a relaxar e a descansar das atividades diárias, pelo que se converte numa pausa para recuperar energia.

2) Nenhum alimento é mau (apesar de podermos perfeitamente passar sem ele)
Um enchido não é um pecado nutricional, apesar de termos consciência de que é um alimento muito rico em gorduras saturadas e calorias, pelo que não deve ser consumido diariamente. Os alimentos existem para o nosso uso e prazer, mas alguns podem ser consumidos sem restrições e outros não.

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3) Nenhum alimento é ideal
Está provado que existem alimentos que previnem doenças e aumentam a esperança de vida, mas não nos podemos alimentar apenas de iogurtes, de leite de soja ou de brócolos porque, por muito saudáveis que sejam, não são alimentos completos, falta-lhes sempre algum composto essencial (proteína, gordura, etc.), vitamina ou sal mineral para o nosso metabolismo.

4) Todos temos direito a satisfazer um desejo
Quem for saudável pode permitir-se alguns caprichos. Uma vez por mês um gelado, uma bela mariscada, a delícia do bolo de chocolate ou uma alheira com ovo estrelado dão-nos imenso prazer e não estragam a dieta, caso se coma ocasionalmente. O descuido de um dia não significa que engorde de repente.

5) Na diversidade está o gosto e a saúde
Uma alimentação saudável é variada, muda com os alimentos da época, depende da idade, do estilo de vida e da atividade física.

Uma ressalva:

Depois de vários anos a proclamar aos quatro ventos a importância para a saúde em seguir uma alimentação saudável, pobre em gorduras e calorias e rica em vitaminas e sais minerais, começa a parecer mal comer um hambúrguer e beber um refrigerante em vez de uma salada de alface biológica acabada de apanhar. No entanto, no auge da moda das “dietas saudáveis”, estão a surgir os primeiros problemas em pessoas obcecadas por uma alimentação exemplar. Nenhum extremo é benéfico, quer a fast food, que pode conduzir a problemas de obesidade, quer a obsessão por comida saudável, que pode levar a internamento hospitalar por carências nutricionais essenciais. Esquecendo as ações radicais, temos que aprender a encontrar equilíbrio nutricional.

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Pedro Alves

Pedro Alves

O futebol sempre acompanhou a minha vida, assim como a natação e o voleibol. As tardes no Estádio do Maracanã, primeiro nas arquibancadas com o meu pai e depois com a “torcida” do Flamengo, são momentos que continuam a marcar as minhas recordações, principalmente a ver Zico a jogar. Em Portugal desde 1989, aos poucos o futebol e o voleibol perderam o seu espaço de prática, mas não de interesse (nesse aspeto o futebol é insubstituível, principalmente a seleção brasileira – como “doeu” os 1-7 da Alemanha… -, o Flamengo e o Barcelona). Se no Brasil a corrida era algo supérfluo, nos últimos anos acabou por ganhar a sua devida importância, primeiro como um hábito de saúde e bem-estar, depois como um desafio pessoal, concretamente terminar uma maratona, feito alcançado no Porto, em 2011. Com mais três no curriculum (duas em Lisboa e uma no Funchal), agora o objetivo é correr a primeira maratona internacional.

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