Os 10 Mandamentos contra a preguiça

No site da Infopédia, a definição de preguiça é a seguinte: “1. tendência de uma pessoa para evitar ou recusar o esforço; 2. indolência; 3. inação, moleza, lentidão; 4. madriice, vadiagem». Quem regularmente corre conhece intimamente o significado da palavra, já que é impossível não se confrontar com ela. Embora não estejam escritos em tábuas de pedra, deixamos aqui 10 Mandamentos para serem cumpridos in loco.

I) Estabelecer objetivos
Os seus objetivos serão a mola propulsora para conseguir adquirir novos hábitos e, consequentemente, atingir as suas metas. Não se esqueça de que os objetivos deverão ser realistas e graduais para que não se sinta frustrado. Os mais habituais passam, por exemplo, pela perda ou manutenção de peso, pelo aumento da resistência, pela participação em corridas e em competições, para espairecer a cabeça depois de um dia de trabalho ou simplesmente o gosto de praticar exercício.

II) Pensamentos positivos
Conseguirá atingir a meta a que se propôs se deixar os pensamentos derrotistas de lado. Sempre que estes pensamentos o estiverem a incomodar, pare, pondere e questione se fazem realmente sentido e se não está a ser demasiado duro consigo mesmo. A maioria dos pensamentos negativos servem para nos mantermos na zona de conforto. Por isso levante-se e tome uma atitude! Diga que sim a si mesmo e vá alimentando essa vontade com frases positivas, como por exemplo “Já consegui o primeiro dia!”, “Vou conseguir perder aqueles quilos que tanto desejei”, “Vou conseguir participar na meia maratona”. No final do treino vai ver o bom que é, a sensação de dever cumprido…

III) Desafiarmo-nos a nós próprios
Já conseguiu atingir a sua meta, mas será que não poderá fazer algo mais? Inicialmente, o objetivo era correr 10 km seguidos sem parar, mas não pode chegar aos 15 km? Já conseguiu perder o peso que tanto desejava, mas será que não pode agora aproveitar e começar a participar em provas? Redefina os objetivos de forma a desafiar-se constantemente, mantendo-se ativo!

IV) Tempo para nós
Durante a corrida terá tempo para ficar “consigo mesmo”. Este tempo será usado para o que necessitar (estar sozinho, espairecer, solucionar problemas, estar com o colega da corrida, conhecer locais novos…).

V) Aliviar o stress
A corrida é uma excelente inimiga do stress. Depois de um treino, vai notar que fica mais relaxado, mesmo que o seu dia tenha sido bastante desgastante. Se optar por correr de manhã, certamente iniciará o dia com outra disposição.

A preguiça é um dos principais problemas dos corredores
A preguiça é um dos principais problemas dos corredores

VI) Sair da zona de conforto
É bom estar no sofá a ver televisão depois de um dia de trabalho cansativo ou ficar na cama de manhã mais tempo, no quentinho. Contudo, é fundamental sairmos da zona de conforto e fazermos sempre algo mais pela nossa saúde e bem-estar.

VII) Encontre companhia
É bom termos alguém que nos acompanhe nos treinos para aumentar a motivação, além do desafio ser maior quando temos alguém a evoluir connosco. O fator social tem um poder bastante grande no ser humano. Na grande maioria das vezes, até se criam os “grupinhos” de corrida e cada um dos elementos vai contribuir direta ou indiretamente para o sucesso da equipa.

VIII) Ter uma boa alimentação
Seguir um plano alimentar saudável é crucial para que esteja disposto a fazer exercício. Quer coma de mais ou de menos vai influenciar seguramente a sua vontade de correr.

IX) Dormir bem
Dormir em média 8h tranquilas, por dia, é imprescindível para poder estar predisposto a correr. De salientar que, para quem tem dificuldades em adormecer, os treinos vão ajudar significativamente!

X) Ser regular
Este pode ser considerado o tópico mais importante. O difícil em qualquer novo hábito que queiramos adquirir é o início. Contudo, um hábito adquirido tem de ser mantido. Basta ter uma interrupção que a preguiça volta à estaca zero. Para isso não acontecer, procure prevenir algumas situações e encontre soluções. Se for de férias leve as suas sapatilhas; na altura do outono e inverno, se é daqueles que não suporta correr à chuva e ao frio, inscreva-se no ginásio; se já teve alguma lesão no joelho ou no pé, tenha cuidado e saiba o que pode fazer para não se voltar a lesionar; se o horário de trabalho aumentou, organize melhor e veja quais são os melhores dias e horários para treinar, mesmo que tenha de reduzir os dias ou horas de treino… O importante é não parar!

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Pedro Alves

Pedro Alves

O futebol sempre acompanhou a minha vida, assim como a natação e o voleibol. As tardes no Estádio do Maracanã, primeiro nas arquibancadas com o meu pai e depois com a “torcida” do Flamengo, são momentos que continuam a marcar as minhas recordações, principalmente a ver Zico a jogar. Em Portugal desde 1989, aos poucos o futebol e o voleibol perderam o seu espaço de prática, mas não de interesse (nesse aspeto o futebol é insubstituível, principalmente a seleção brasileira – como “doeu” os 1-7 da Alemanha… -, o Flamengo e o Barcelona). Se no Brasil a corrida era algo supérfluo, nos últimos anos acabou por ganhar a sua devida importância, primeiro como um hábito de saúde e bem-estar, depois como um desafio pessoal, concretamente terminar uma maratona, feito alcançado no Porto, em 2011. Com mais três no curriculum (duas em Lisboa e uma no Funchal), agora o objetivo é correr a primeira maratona internacional.

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